Pau Víctor 'saltou' do banco para marcar o único golo do encontro e garantir três pontos para o SC Braga - Foto: Hugo Delgado/LUSA
Pau Víctor 'saltou' do banco para marcar o único golo do encontro e garantir três pontos para o SC Braga - Foto: Hugo Delgado/LUSA

Minhotos tiveram de recorrer à reserva de ouro (crónica)

Arsenalistas somam três pontos com um golo do suplente Pau Víctor, sendo que terminaram o encontro com dez jogadores devido à expulsão de Gabri Martínez; arouquenses desperdiçaram um penálti, com Barbero a enviar à trave

A meio da eliminatória dos quartos de final da Liga Europa - empate a uma bola com o Betis, em casa -, o SC Braga apresentou-se com serviços mínimos frente ao Arouca e venceu por 1-0, recorrendo ao suplente de luxo Pau Víctor.

Depois de um início demasiado lento, pois os bracarenses tinham vários jogadores novos no onze e os arouquenses estavam confortáveis com a igualdade, o primeiro sinal de algum perigo apenas surgiu ao minuto 19. Na sequência de um pontapé de canto, Gabriel Moscardo (central pela direita neste encontro) conseguiu cabecear, mas a bola saiu por cima da baliza à guarda do estreante Vinarcik.

A toada manteve-se e apenas aos 32’ houve motivo para reação nas bancadas, já que a bola beijou as redes arouquenses. Numa jogada de entendimento entre Tiknaz - pela primeira vez titular -, Lelo e Ricardo Horta, o capitão finalizou com classe, porém estava em posição irregular aquando do passe do lateral-esquerdo.

Apesar do domínio territorial e da posse de bola por parte da equipa da casa, o empate sem golos justificava-se ao intervalo, tal foi a pobreza do futebol praticado no relvado do Estádio Municipal de Braga.

Os guerreiros entraram com maior velocidade no segundo tempo e a rapidez de Lelo quase fez estragos. O lateral serviu Mario Dorgeles que à entrada da área rematou de primeira com o pé esquerdo, porém a bola saiu ao lado. Pouco depois, aos 53’, Dorgeles ganhou espaço e procurou servir um companheiro dentro da área dos lobos, mas houve corte e o lance perdeu-se.

O Arouca (61’) quase fez o primeiro no encontro, porém Barbero não conseguiu bater Hornicek, quando estava isolado perante a muralha checa, após ter sido lançado com um grande passe de Gozálbez.

Carlos Vicens acertou na mouche com as substituições aos 63’, pois passados dois minutos Pau Víctor colocou os guerreiros em vantagem no encontro. O cruzamento é de Tiknaz, sendo que Fran Navarro falhou o remate e deixou o seu compatriota completamente sozinho perante o guardião contrário e este não perdoou, fazendo o 1-0 com dedicatória a Niakaté.

Aos 82 minutos quase veio tudo por água abaixo, já que Gabri Martínez cometeu falta para penálti, viu o segundo cartão amarelo e foi expulso. No entanto, Barbero enviou um estrondo à trave da marca dos onze metros e os arsenalistas conseguiram mesmo levar os três pontos, ficando agora mais confortáveis na quarta posição.

Melhor em campo: Pau Víctor (nota 7)
O avançado espanhol foi lançado no decorrer da segunda parte e acabou por ser fundamental para o desfecho da partida. O camisola 18 apontou o único golo do encontro, com uma boa finalização, ao surgir sozinho perante o guarda-redes adversário desamparado. O dianteiro minhoto manteve a compostura e não perdoou, garantindo três pontos suados para a sua equipa.
A figura: Taichi Fukui (nota 6)
Um autêntico combatente no meio-campo arouquense, tendo sido dos jogadores mais inconformados que procurou sempre levar a equipa para a frente. Muita disponibilidade física e excelente leitura de jogo, nomeadamente no processo defensivo, porém capaz de ter a bola nos pés sem receios e de procurar a desmarcação dos companheiros mais adiantados no terreno.

As notas dos jogadores do Arouca: Vinarcik (5), Tiago Esgaio (5), Javi Sánchez (5), Jose Fontán (5), Bas Kuipers (5), Taichi Fukui (6), Espen van Ee (5), Pablo Gozálbez (6), Lee Hyunju (6), Nais Djouahra (5), Barbero (4), Alfonso Trezza (5), Danté (5), Pedro Santos (-), Mateo Lozano (-) e Fally Mayulu (-).

Vasco Seabra

Fizemos um jogo muito capaz, numa primeira parte muito difícil em que o SC Braga dominou, mas sem criar oportunidades. Na segunda parte tivemos a melhor oportunidade, ainda 0-0, com o Barbero sozinho com o Hornicek. Defrontámos uma excelente equipa que marcou na primeira hipótese. Depois tivemos o lance do penálti, mas infelizmente falhamos.

Carlos Vicens

Não fizemos um jogo brilhante, mas na primeira parte dominamos, assumimos que tínhamos de encontrar a profundidade de outras formas, também chegando mais à frente pelo centro. A partir do minuto 52, depois de termos feito uma partida de alto nível na quarta-feira, começou a notar-se fisicamente e por isso surgiram as substituições.