Carlos Vicens: «Estaríamos equivocados se pensássemos mais à frente»
A meio da eliminatória dos quartos de final da Liga Europa, o SC Braga recebe o Arouca na 29.ª jornada da Liga, este domingo (18 horas), e Carlos Vicens deixou elogios ao rival que vai à Pedreira numa fase mais tranquila.
«Não tenho dúvidas de que o Arouca vai apresentar-nos dificuldades, pois vem de um dos melhores momentos da temporada. Uma equipa que joga a tentar impor-se, a encontrar os jogadores da frente a partir da construção de trás, procurando criar ocasiões de golo e não especula, vai atrás do resultado. Temos de dar a melhor versão do SC Braga se queremos levar os três pontos.»
O treinador espanhol rejeitou a ideia de fazer várias alterações no onze, pois as suas escolhas vão sempre ao encontro daquilo que é melhor para a equipa no jogo seguinte.
«Não tenho capacidade de preparar dois jogos ao mesmo tempo, apenas um de cada vez e agora estou focado no de amanhã e foi assim que trabalhamos desde quarta-feira, depois do jogo contra o Betis. Claro que temos de ter em conta como é que os jogadores estão fisicamente e como treinam estes dias. É isto que a mim me faz decidir por uns ou por outros amanhã. Estaríamos equivocados se pensássemos mais à frente», explicou o técnico que considerou que a atitude mental dos jogadores também tem de se manter.
«Mentalmente, é igual! Tivemos a sorte de que desde o início da temporada jogámos de cada três ou quatro dias, não é algo a que não estejamos habituados. Temos de gerir tudo tendo isso em conta. Isso não facilita o encontro contra o Arouca, pois tenho de colocar os jogadores que compitam, que vão atrás do rival e por isso não há qualquer diferença em relação a outros momentos da época.»
Na antecâmara deste encontro, o Famalicão empatou em casa e, em caso de vitória, os arsenalistas ficam mais confortáveis no 4.º lugar da Liga, porém Vicens ainda não olha para a classificação.
«O que temos claro é que se conquistarmos todos os pontos que faltam até ao final, cumprimos esse objetivo do 4.º lugar. As decisões que tomarei no futuro, para o tal jogo de quinta-feira, também vão ter em conta o que se vai passar amanhã. Ainda vamos treinar e ter uma reunião para preparar o rival e tenho de ver quem está com o maior nível de energia. Temos de fazer um jogo bem sério, sabendo das dificuldades que o Arouca nos vai colocar, pois é uma equipa que está a fazer golos, está mais tranquila na tabela e também melhorou a nível defensivo.»
Após a partida europeia, o cenário ficou mais complicado para o timoneiro bracarense, nomeadamente nas escolhas para o setor defensivo. Sikou Niakaté e Diego Rodrigues lesionaram-se e o técnico sublinhou que faz parte do seu trabalho procurar soluções.
«Preocupa neste momento e em toda a temporada, já jogamos com Moscardo e Víctor Gómez nessa posição, por exemplo. Já tivemos várias lesões durante a época, mas isso faz parte do trabalho do treinador que passa por encontrar soluções e é nisso que eu e minha equipa técnica temos de trabalhar durante estes dias. Estamos incomodados com as lesões e não só pela parte desportiva, mas também pela parte humana, porque são algumas lesões bastante graves, com necessidade de cirurgia. Sentimo-nos mal pelos jogadores, tal como foi com o El Ouazzani e agora com o Sikou Niakaté, porém toda a equipa está a dar-lhe ânimo e nós temos de solucionar estes problemas que vão surgindo no dia a dia», afirmou o treinador, de 43 anos, que ainda admitiu que Rodrigo Zalazar deve continuar de fora das opções.
«Vamos ver a evolução, também esta tarde, mas ainda não treinou com a equipa. Temos de ir analisando pouco a pouco. Nas lesões musculares temos de ser cuidadosos, porque quando forças algo que não está bem, podemos perder o jogador para o que resta da temporada.»