Max Verstappen, piloto da Red Bull e tetracampeão mundial
Max Verstappen, piloto da Red Bull e tetracampeão mundial - Foto: IMAGO

Mercedes afasta contratação de Verstappen: «Não está em cima da mesa»

Toto Wolff, diretor da equipa que lidera a Fórmula 1 em 2026, destaca as prestações dos seus dois pilotos, George Russell e Kimi Antonelli, apesar das notícias que o ligam ao tetracampeão mundial

Toto Wolff, diretor da equipa de Fórmula 1 da Mercedes, pôs um ponto final nas notícias sobre uma possível contratação do tetracampeão mundial Max Verstappen, afirmando que a mudança «não está em cima da mesa por agora», numa altura em que se fala muito do futuro no neerlandês. O piloto de 28 anos não está satisfeito com o início de época na Red Bull e os novos regulamentos da modalidade.

Apesar das repetidas especulações que ligavam o piloto da Red Bull a uma transferência bombástica para a Mercedes durante a temporada de 2025, Wolff clarificou a situação durante o Grande Prémio do Japão, em entrevista à Press Association. «A situação é completamente transparente. Temos contratos claros com ambos [Russell e Antonelli]», declarou.

A Mercedes optou por manter a sua dupla de pilotos para 2026, composta por George Russell, de 28 anos, e Kimi Antonelli, de 19. A aposta parece ter sido acertada, com a equipa a regressar ao topo da F1 após um período difícil, tendo cada um dos seus pilotos vencido uma das duas primeiras corridas da atual campanha.

Os rumores sobre a saída de Verstappen da Red Bull intensificaram-se no início de 2024, numa altura em que a equipa austríaca enfrentava a polémica em torno do comportamento do seu antigo diretor, Christian Horner. Naquela fase, o próprio Wolff admitiu que a contratação de Verstappen «teria de acontecer a certa altura».

A admiração de Wolff pelo piloto neerlandês não é recente. Em 2014, a Mercedes esteve perto de o contratar como piloto júnior, mas a Red Bull levou a melhor ao oferecer-lhe um lugar direto na F1 vindo da Fórmula 3. Durante a temporada de 2025, George Russell chegou a revelar que existiam discussões «contínuas» entre Wolff e o campo de Verstappen, algo que o diretor da Mercedes confirmou relutantemente, admitindo ter havido «conversas».

No entanto, as negociações não avançaram. O contrato de Verstappen com a Red Bull, válido até 2028, continha uma cláusula de rescisão dependente de resultados que não foi ativada, uma vez que a sua posição no campeonato de pilotos de 2025 era suficientemente alta na pausa de verão.

Apesar de se especular que o cenário se poderia repetir em 2026, Wolff foi agora taxativo. «Alguém disse que as discussões sobre o Max voltariam a estar em cima da mesa. Mas não, não há quaisquer discussões sobre o Max», reforçou, acrescentando: «Não podia estar mais feliz com os dois pilotos que temos. O seu posicionamento, a diferença de idades e a forma como se alinha com a nossa estratégia significa que não há quaisquer discussões».

Wolff aproveitou ainda para desvalorizar os comentários de Damon Hill, campeão do mundo de 1996, que sugeriu que a posição de Russell poderia estar em risco. «Respeito imensamente o Damon», disse Wolff. «Mas, nesse tópico em particular, eu não o teria dito dessa forma, porque o George está connosco desde 2017. Não há razão para que isso não continue até 2037».