Mercedes sob suspeita: FIA investiga asa dianteira do W17
A Mercedes está novamente no centro das atenções na Fórmula 1, desta vez devido a suspeitas sobre a legalidade da sua asa dianteira. Segundo o diário italiano Gazzeta dello Sport, várias equipas solicitaram esclarecimentos à FIA sobre o mecanismo da asa do W17, que alegadamente se fecha em duas fases distintas, proporcionando uma vantagem na travagem.
A controvérsia surge pouco depois de a equipa alemã ter estado sob escrutínio devido à taxa de compressão do motor. Agora, a polémica foca-se na aerodinâmica ativa, um conceito introduzido pelos novos regulamentos. Estes permitem que os pilotos ativem manualmente perfis móveis nas asas dianteira e traseira, sendo que o processo de abertura e fecho deve ocorrer num prazo máximo de 400 milissegundos.
No entanto, filmagens do monolugar W17 parecem mostrar que o fecho da asa dianteira acontece em dois momentos. Uma primeira fase, parcial, cumpre o tempo regulamentar, mas uma segunda fase, que completa o fecho total do perfil, demora mais 450 milissegundos. Este fecho mais lento e controlado permite reduzir os efeitos da transferência de carga para a dianteira durante a travagem, resultando num carro mais estável e previsível à entrada das curvas.
Esta potencial vantagem foi suficiente para que as equipas adversárias apresentassem um pedido de esclarecimento à Federação Internacional do Automóvel (FIA) logo após o Grande Prémio da China. Segundo a publicação AutoRacer, a FIA já se comprometeu a realizar verificações mais detalhadas no Japão, onde a Fórmula 1 faz a próxima paragem no circuito de Suzuka.
Apesar da investigação, não é garantido que a solução da Mercedes seja considerada irregular. Os engenheiros da equipa podem ter desenvolvido um sistema que apenas abranda o movimento de fecho sob uma carga aerodinâmica específica, cumprindo os limites de tempo durante os testes estáticos da FIA. Enquanto se aguarda uma decisão, a Mercedes prepara-se para a corrida em Suzuka com uma preocupação adicional.