Mercedes teve o carro mais competitivo nos primeiros dois Grande Prémios de 2026

Hamilton acusa Mercedes de regressar ao proibido 'modo festa' do motor

Piloto britânico recorda os tempos da equipa da marca alemã em que denominou de 'party mode' uma configuração da unidade de potência para a qualificação. Lando Morris, da McLaren, nega-o. A meio da temporada de 2020, a FIA proibiu essa alteração

Lewis Hamilton sugeriu que a antiga equipa, a Mercedes, poderá estar a beneficiar de um party mode (modo festa) na qualificação, uma teoria que é rejeitada por Lando Norris, da McLaren, equipa que utiliza a unidade de potência do construtor alemão.

A Mercedes tem sido a equipa mais rápida nas três sessões de qualificação realizadas este ano, com os Flecha de Prata a aumentarem consistentemente a vantagem para a concorrência ao longo das sessões, atingindo uma média de quase seis décimos de segundo na Q3.

Para Hamilton, este desempenho recorda os tempos na Mercedes. A partir de 2018, a equipa alemã utilizava um mapa de motor agressivo para a qualificação, que o próprio piloto britânico apelidou de «party mode». «O nosso modo de qualificação é o mais divertido, devia ser o 'party mode'», disse Hamilton antes do Grande Prémio da Austrália de 2018. «É o que tem mais potência e mais sumo, e é quando atingimos as velocidades mais altas».

Recorde-se que, a meio da temporada de 2020, a FIA proibiu a alteração das configurações do motor entre a qualificação e a corrida. Esta regra, consagrada no artigo C5.23 dos regulamentos técnicos, mantém-se em vigor e estipula que «a unidade de potência deve ser operada num único modo ICE durante cada volta competitiva em todas as sessões de uma Competição, com exceção das sessões de treinos livres».

Ainda assim, Hamilton acredita que a Mercedes encontrou uma forma de extrair mais potência do motor nos momentos decisivos. Após a qualificação para o Grande Prémio da China, o piloto da Ferrari foi questionado sobre a diferença de desempenho para a Mercedes entre a qualificação e a corrida.

«Estive na Mercedes durante muito, muito tempo, por isso sei como as coisas funcionam lá. Na qualificação, eles têm outro modo que conseguem usar, um pouco como o 'party mode' de antigamente, e quando chegam à Q2, ligam-no, e nós não temos isso», afirmou Hamilton.

«Depois, na corrida, obviamente não têm esse modo, mas continuam a ter uma vantagem geral. Temos de descobrir o que é, mas há algo mais que eles conseguem extrair, especialmente na Q2. Vê-se que na Q1 não estamos tão longe e, de repente, é um passo enorme. Um décimo atrás na Q1, penso eu, e de repente são sete décimos ou mais meio segundo. É um grande passo», afirmou o heptacampeão mundial.

No entanto, esta teoria foi rapidamente desmentida por Lando Norris quando o piloto da McLaren-Mercedes foi confrontado com as declarações. «Nós não temos isso», declarou o campeão do mundo em título. Questionado se acreditava que a Mercedes o tinha, Norris foi taxativo: «Não. Às vezes, quando se está um pouco longe, criam-se coisas na cabeça».