Villas-Boas e Francesco Farioli continuam a limar as arestas do plantel portista versão 2026/27, época em que o objetivo é revalidar o título de campeão nacional - Foto: FC Porto
Villas-Boas e Francesco Farioli continuam a limar as arestas do plantel portista versão 2026/27, época em que o objetivo é revalidar o título de campeão nacional - Foto: FC Porto

Mercado FC Porto: ofensiva aos reforços que faltam é jogo de paciência

SAD segue linha da última época e finaliza contratações que faltam em agosto. Ataque cirúrgico a alvos identificados para duas posições. As «oportunidades» de que Farioli falou. Mundial inflacionou valores

A construção do plantel do FC Porto versão 2026/27 está em andamento há várias semanas e continua a ser planeada com todo o critério pela SAD azul e branca, que, para já, assegurou as contratações de três nomes para a equipa principal: André Silva, João Afonso e Inbeom Hwang. Eirik Granaas, Mame Niang, Cardoso Varela e Tiago Ferreira também assinaram, mas vão integrar, pelo menos numa primeira fase, os bês orientados por João Brandão, na Liga 2.

Depois de assegurada a aquisição de Inbeom, médio sul-coreano ex- Feyenoord que custou aos cofres portistas 4,5 milhões de euros (mais €500 mil em objetivos), deverá ser feito, em agosto, o ataque cirúrgico aos alvos identificados para reforçar o conjunto comandado por Francesco Farioli, sobretudo nas duas posições em que foram identificadas lacunas claras: a de lateral-esquerdo e a de ponta de lança.

Para a asa canhota da defesa, há nesta altura dois jogadores de raiz (Zaidu e Francisco Moura), sendo que Kiwior também pode atuar no corredor, enquanto que para o centro do ataque Farioli tem à disposição André Silva e Deniz GulSamu continua a recuperar de lesão e só estará em pleno com a época já em pleno andamento.

À semelhança do que sucedeu na janela de transferências da temporada transata, com vários nomes de peso a serem anunciados numa altura mais adiantada do verão — casos de Victor Froholdt (23/07), Alberto Costa (24/07), Jan Bednarek (28/07), Luuk de Jong (03/08), Pablo Rosario (28/08) e Jakub Kiwior (01/09) —, André Villas-Boas e a cúpula diretiva dos dragões atuam com paciência no mercado, até porque, como frisou o presidente portista numa visita à Casa do FC Porto de Monção, no mês passado, junho e julho são «uma má altura» para operar no mercado de transferências.

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«Normalmente, as exigências são muito altas. O mercado ainda está a arrancar, agitará sempre mais em julho e agosto e completamente nas últimas semanas desse mês, bem como no início de setembro. É uma fase ainda muito embrionária. Recordo que, no final da época 2024/25, o FC Porto atacou o mercado muito mais tarde, mas com muita força. Portanto, nesta fase são sempre contactos preliminares», sublinhou, há cerca de mês e meio, o dirigente máximo do campeão nacional.

Outro fator a ter em conta, em particular este verão, é a inflação de alguns ativos no mercado depois do Mundial 2026. Sobretudo nesta fase e logo a seguir à maior competição do planeta, muitos jogadores viram os valores exigidos pelos respetivos clubes disparar em flecha, o que leva a que tenha de existir (ainda mais) cautela no ataque cerrado aos alvos.

O FC Porto quer dar todas as armas possíveis a Farioli para o assalto ao bicampeonato, que foge do dragão desde 2013, e ainda procura reforçar o plantel, como, de resto frisou o italiano anteontem, após o triunfo (2-1) sobre o Aston Villa no jogo de apresentação: «Estamos ainda com quatro semanas de mercado pela frente, temos de fazer algumas coisas, estamos todos na mesma página sobre o que precisamos. Não controlamos completamente o mercado, há jogadores que queríamos abordar que nesta fase são difíceis e há oportunidades que podem surgir depois.»

Há ainda que contar com eventuais saídas, dependentes, claro está, do que ditarem as leis de mercado. Nesse caso, terá de haver esforço extra para colmatar eventuais baixas. Como se diz na gíria, a procissão ainda vai no adro…

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