O quadro evocativo da memória de Jorge Costa assinado pelo plantel portista - Foto: FC Porto
O quadro evocativo da memória de Jorge Costa assinado pelo plantel portista - Foto: FC Porto

Memória de Jorge Costa: a força motriz para a conquista do título do FC Porto

Um quadro assinado por todos os elementos do plantel e a mítica camisola 2 de Jorge Costa acompanharam sempre a equipa ao longo da época passada

A conquista do campeonato nacional pelo FC Porto foi profundamente marcada pelo falecimento do eterno capitão Jorge Costa, a 5 de agosto de 2025. O primeiro episódio do documentário ‘Conseguimos Junto’ revela como a memória do antigo jogador se tornou na principal inspiração para a equipa, transformando uma semana descrita por Gabri Veiga como «muito dura» num propósito que uniu todo o clube.

Ao longo da temporada, a presença de Jorge Costa foi uma constante no balneário. Diogo Costa explicou a existência de um quadro simbólico onde, antes de cada jogo, os jogadores firmavam um pacto. «Assinamos o compromisso de jogar pelo Jorge, o compromisso de fazer algo mais para que seja especial e possamos dar uma alegria ao nosso Jorge», partilhou o guarda-redes, acrescentando: «Em todos os jogos, o Jorge esteve connosco e de certa forma sentimos que o Jorge esteve a ajudar-nos de onde ele quer que esteja».

Assinamos o compromisso de jogar pelo Jorge, o compromisso de fazer algo mais para que seja especial e possamos dar uma alegria ao nosso Jorge

Este sentimento foi corroborado por Cláudio Ramos, que descreveu a emoção que o ritual provocava. «Sempre que entrava, dava-me sempre uma sensação de arrepios, aquela sensação de que 'OK, o Jorge está aqui connosco'», afirmou. Para o guardião, esse momento foi fundamental para a coesão do grupo e de todo o universo portista. «Acho que esse momento uniu-nos ainda mais não só os jogadores, mas o staff, os adeptos, uniu todo o FC Porto e deu-nos uma força enorme para atacarmos este campeonato e como já dissemos este campeonato para mim é todo para o Jorge».

Um dos momentos mais emblemáticos da época foi o golo de Bednarek contra o Benfica, que o defesa polaco considerou uma «cópia» de um golo histórico de Jorge Costa frente ao mesmo rival, nas Antas. «É inacreditável, o mesmo festejo, o mesmo canto, é coincidência, são coisas estranhas», recordou.

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