Liga arranca sob o lema «mais jogo, melhor futebol»
Chegou o dia! O campeonato nacional de futebol começa esta sexta-feira, e a cada ano que passa a data marca uma espécie de «regresso à normalidade» para os milhões de adeptos de futebol em Portugal.
O Estoril-Famalicão (20h15) é o primeiro encontro da 93.ª edição da prova, numa época em que a Liga Portugal aposta no lema «mais jogo, melhor qualidade».
No âmbito do META 2028, programa apresentado pela direção quando Reinaldo Teixeira assumiu a presidência, o novo lema foi escolhido depois de o primeiro grande objetivo — a recuperação do 6.º lugar do ranking UEFA — ter sido alcançado na temporada passada.
«Sem dormir à sombra de uma posição que permite ter agora seis equipas nas competições europeias, devemos colocar todo o foco na consolidação dessa posição, e por isso mantivemos a proteção regulamentar às equipas com esse estatuto. Só assim podemos um dia sonhar com a entrada no Top 5», esclarece Paulo Costa, diretor executivo com a tutela das competições, assumindo a redefinição de objetivos e a vontade de manter ou melhorar a posição internacional.
Entre medidas regulamentares — passagem de 9 para 12 suplentes, alargamento da janela de transferências e apenas uma jornada (a última) jogada à mesma hora — e novidades na arbitragem — basicamente a implementação de medidas testadas no último Campeonato do Mundo —, o foco dos responsáveis pelos campeonatos profissionais reside, essencialmente, no aumento do tempo útil de jogo, na redução de interrupções, na melhoria dos relvados (há, nas duas ligas profissionais, 11 novos neste arranque de época), no aumento do número de golos e no crescimento do número de espectadores.
Alguns destes indicadores têm vindo a melhorar nas últimas épocas, nomeadamente a diminuição de faltas e cartões, isto apesar de Portugal manter um pouco honroso primeiro lugar no ranking do número de faltas entre as oito principais ligas europeias.
Espera-se que as medidas relacionadas com a arbitragem, como a obrigatoriedade de saída de campo por um minuto de qualquer jogador assistido medicamente dentro do relvado, ou a determinação de tempos máximos para reposições de bola em jogo e substituições, contribuam para o aumento do tempo útil de jogo.
Das alterações que têm vindo a ser implementadas na arbitragem e no VAR, a única que não entra em vigor tem a ver com a saída de um jogador de campo em caso de assistência médica ao guarda-redes. O facto de a medida ainda se encontrar em fase de testes um pouco por todo o Mundo levou a Liga, sabe a BOLA, a adiar a decisão de a introduzir nos regulamentos, mas caso a experiência traga frutos poderá ser adotada num futuro próximo.
Depois de um ano no qual foi estabelecido o recorde de telespectadores dos jogos da principal competição, a Liga espera poder dar um salto no número de pessoas nas bancadas, que se mantém estável nas últimas temporadas pós-COVID e em linha com os registos das cinco épocas anteriores à pandemia.
Numa fase em que se aproximam os leilões para a venda dos direitos televisivos centralizados, a Liga prevê igualmente testar a venda de bebidas de baixo teor alcoólico nos estádios, experiência já levada a cabo pela FPF na Supertaça Cândido de Oliveira.
Está tudo pronto para a subida do pano — quem sucederá ao FC Porto como campeão nacional?