Mauro Couto assinou grande golo e assistência perfeita (Foto Sporting CP)
Mauro Couto assinou grande golo e assistência perfeita (Foto Sporting CP)

Mauro Couto submete candidatura à universidade

Criativo foi a estrela maior da vitória do Sporting B sobre o Feirense, que marcou pela primeira vez na temporada mas continua a cometer muitos erros na defesa e tem um ataque, por assim dizer , macio

A polémica na avaliação dos exames nacionais de candidatura às faculdades foi um dos casos políticos de um verão escaldante em muitos sentidos.
É por demais sabido que todos os jogadores que fazem parte das equipas bês dos grandes têm como principal objetivo entrar nas universidades, leia-se formações principais. Mauro Couto, 21 anos, não foge à regra, ele que até foi um talento precoce quando se estreou com apenas 17 anos pelo Paços de Ferreira na Liga. Logo o Sporting lhe deitou o olho e rumou à Academia.

Pensou-se que teria mais oportunidades na equipa principal mas, contas feitas, apenas teve uma passagem fugaz por este plantel em 2024/25. A época passada passou-a em exclusivo na B, mas agora está apostado em alterar este destino: está a submeter de novo a candidatura à faculdade e tem recebido boas notas nos exames, ou seja, nos jogos.

Em Santa Maria da Feira foi a figura maior do triunfo leonino, com um remate certeiro numa execução perfeita de pé esquerdo após um passe em trivela de Tanlongo — quem diria — e uma assistência milimétrica para Gabriel Silva desfazer a igualdade a uma bola que na altura se verificava. Isto após no encontro anterior dos de Tiago Fernandes, diante do Farense, ter assinado um golo portentoso com um remate ao ângulo.

Os lances descritos foram os principais highlights de um encontro em que a estética esteve muitas vezes afastada do Marcolino de Castro. A primeira parte foi sensaborona e apenas pontuada, já na compensação, pelo momento atrás descrito.

O Sporting B voltou a entrar forte na segunda parte até ao momento em que o técnico Mário Nunes respondeu com uma ação desde o banco de suplentes, retirando Luisinho e João Oliveira, e colocando em campo Isaac Valença e Pedrinho. Os adeptos fogaceiros não perdoaram o comandante da equipa e assobiaram-no, mas de pronto tiveram de retirar os dedos da boca e usar as mãos para os aplausos: na primeira vez que tocou na bola, o brasileiro encaminhou-a para o fundo da baliza de Francisco Silva, naquele que foi o primeiro tento do Feirense na Liga 2.

Animaram-se os da casa e até começaram a acreditar, mas quem tem uma defesa e um ataque para se dizer de uma forma simpática, tão macia, está sempre mais perto de perder do que vencer. Foi isso mesmo que aconteceu, pois Mauro Couto brilhou, mas porque teve espaço a mais para o fazer. Os leões ainda chegaram ao terceiro golo de penálti — pelo estreante Bidu —, mas foi só um pro forma porque a partida estava decidida. Ficam os leões no primeiro lugar e o Feirense continua em agonia…

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