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Martínez: «Podíamos ter jogado com Portugal, mas a Colômbia dominou»
Emiliano Martínez afastou qualquer ideia de que a Argentina tenha beneficiado de um percurso facilitado até à final do Mundial 2026. Na antevisão do duelo decisivo com a Espanha, o guarda-redes do Aston Villa defendeu que a caminhada da seleção albiceleste foi determinada pelos resultados dentro de campo e lembrou que Portugal podia ter sido o adversário nos quartos de final.
«As pessoas dão opiniões relativamente aos rivais, mas não somos nós que os colocamos lá ou que os decidimos. Íamos enfrentar Portugal nos quartos de final, mas a Colômbia dominou o jogo contra Portugal e a Suíça ganhou à Colômbia, então tivemos de jogar contra eles. Contra a Suíça, tivemos um jogo difícil, com muito calor», afirmou, afastando qualquer teoria de favorecimento por parte da FIFA.
O guardião destacou ainda a capacidade de adaptação da equipa orientada por Lionel Scaloni e mostrou-se confiante para a final frente à Espanha. «No domingo, será uma final com muito calor, temos de adaptar-nos a essa situação, jogar e ganhar. Penso que não há outra seleção que se adapte às situações como a nossa. A margem de erro é muito curta. Cometemos alguns erros defensivos, mas, se tens quem marque um ou dois golos, basta manter a baliza inviolada para nos coroarmos», referiu.
Martínez revelou também que chegou a recear falhar o Campeonato do Mundo, depois de sofrer uma fratura no dedo anelar da mão direita antes da competição, durante o aquecimento para a final da Liga Europa ao serviço do Aston Villa.
«Quando, depois de ganhares uma final com um dedo partido, te dizem que tens de ser operado e que vais perder a fase de grupos do Mundial, a verdade é que a tua cabeça se enche de perguntas», confessou.
O internacional argentino explicou que a limitação física condicionou a preparação para a prova. «Tive uma preparação totalmente diferente da dos outros. A dois dias do primeiro jogo, atirava-me com uma mão, parecia um coxo. Obviamente, em toda a fase de grupos, não pude treinar com o grupo. Isso afetou-me muitíssimo, porque sou uma pessoa que adora treinar», recordou.
Ainda assim, garantiu que recuperou progressivamente ao longo da competição. «A partir dos oitavos ou dos quartos, depois do Egito, já treinei normalmente e, sinceramente, sinto-me muitíssimo melhor», concluiu o guarda-redes, que procura conquistar o segundo título mundial consecutivo pela Argentina.