Maratona regressa a Belém após dois anos de guerra em Gaza
Belém acolhe esta sexta-feira a sua 10.ª maratona, um evento que regressa à cidade palestiniana após uma interrupção de dois anos devido à guerra em Gaza.
A corrida atravessa locais simbólicos como o campo de refugiados de Aida e o muro israelita que isola a Cisjordânia ocupada.
Segundo a página oficial, a maratona, que teve a sua primeira edição em 2013, tem como objetivo principal chamar a atenção para as restrições à liberdade de circulação que os palestinianos enfrentam diariamente. Estas limitações, impostas pela ocupação israelita através de quase 1.000 postos militares e barreiras na Cisjordânia, refletem-se no próprio percurso da prova.
A ausência de um trajeto contínuo obriga os atletas que correm os 42 quilómetros a completar duas voltas ao longo do muro, com ponto de partida na praça da Igreja da Natividade, no coração da Cidade Velha de Belém.
O evento é «uma plataforma cultural para transmitir a mensagem do povo palestiniano de uma vida digna», disse Anton Marqos, presidente do Comité Diretivo do Município de Belém, em conferência de Imprensa, acrescentando que a cidade está a reabrir as suas portas como um local seguro e «aberto a todos», na esperança de reverter o acentuado declínio económico provocado pela ausência de turismo.