Camisolas de Portugal entre os artigos apreendidos
Camisolas de Portugal entre os artigos apreendidos

Mais de 4 mil camisolas falsas apreendidas em operação pré-Mundial

Camisolas de Portugal entre os artigos apreendidos

Uma operação policial no Reino Unido resultou na apreensão de mais de quatro mil camisolas de futebol falsificadas, naquela que foi a maior rusga de uma nova campanha de combate à contrafação antes do Campeonato do Mundo de 2026.

De acordo com o The Athletic, a ação decorreu na manhã de segunda-feira numa das maiores feiras ao ar livre da região das Midlands. Numa única banca, que já se encontrava sob vigilância há bastante tempo, foram encontradas as réplicas de baixo custo, incluindo equipamentos de seleções como Argentina, França, Portugal e Inglaterra.

Um homem foi detido por suspeita de distribuição de artigos contrafeitos e, após interrogatório, foi libertado sob fiança enquanto a investigação prossegue. As autoridades confirmaram a intenção de interrogar outros indivíduos que se acredita estarem envolvidos no caso.

A operação, com o nome de código Bloxwich, envolve a colaboração com parceiros externos e outras agências de segurança, visando a venda e distribuição de produtos falsificados, tanto online como em locais físicos, na antecâmara do Mundial.

Sete agentes da Unidade Policial de Crimes Contra a Propriedade Intelectual (PIPCU) da City of London Police chegaram ao local pouco antes das 9h00 e realizaram a rusga à banca. Suspeitava-se que as camisolas falsas eram vendidas por cerca de 20 euros, um valor muito inferior aos 90 euros dos artigos genuínos.

No total, foram apreendidos 4433 artigos, que incluíam também equipamentos de clubes da Premier League e de outras grandes equipas europeias. O material foi levado para um local seguro para ser analisado e confirmado como contrafeito, representando uma perda estimada de cerca de 400 mil euros para o mercado legítimo.

O sargento-detetive Jamie Kirk, da PIPCU, alertou para a gravidade do problema. «Muitas pessoas veem isto como um crime menor, compreendo que queiram uma camisola para os filhos ou para si próprios para o Mundial que se aproxima, mas este tipo de crime leva a uma criminalidade muito maior», afirmou ao The Athletic.

«Pode parecer uma pechincha, mas a realidade é que a compra de produtos contrafeitos pode ajudar a financiar o crime organizado, incluindo branqueamento de capitais, tráfico de seres humanos, trabalho forçado e tráfico de droga», acrescentou, sublinhando que os artigos de «má qualidade» podem ser «inflamáveis ou conter químicos nocivos», uma vez que não cumprem as normas de segurança exigidas.