Luz verde para Schjelderup: jogador do Benfica recebe visto para os EUA e pode ir ao Mundial
Andreas Schjelderup, jogador do Benfica, recebeu autorização de entrada nos Estados Unidos, pondo fim a meses de incerteza sobre a sua participação no Campeonato do Mundo. A confirmação foi dada por Truls Dæhli, chefe da comitiva da Noruega para o Mundial, ao jornal Dagbladet.
«O Andreas recebeu o visto», confirmou Dæhli numa curta mensagem de texto, esclarecendo que o atleta está «pronto para ir».
A presença do jogador de 21 anos no Mundial, que se realiza este verão nos EUA, Canadá e México, estava em dúvida devido a uma condenação judicial. Em novembro do ano passado, Schjelderup foi sentenciado a 14 dias de prisão com pena suspensa por ter partilhado um vídeo com conteúdo sexual envolvendo menores de 18 anos. O incidente ocorreu quando o jogador representava o Nordsjælland, na Dinamarca.
O processo judicial poderia ter complicado a obtenção do visto, mas a situação foi agora resolvida, permitindo que o jogador do Benfica integre a seleção da Noruega, que participa num Mundial pela primeira vez em 28 anos.
Recorde-se que o internacional norueguês evitou o serviço comunitário, tendo-lhe sido imposto um período de liberdade condicional de um ano. O juiz do caso sublinhou que a pena teria sido de 20 dias de prisão efetiva se o jogador não tivesse confessado e colaborado abertamente com as autoridades.
Em tribunal, Schjelderup explicou a sua versão dos factos.
«Recebi o vídeo no Snapchat como uma piada de mau gosto. E depois reenviei-o para um grupo com quatro amigos, dando continuidade a essa piada de mau gosto. Só vejo os primeiros segundos. Não vejo o vídeo todo, mas percebo que é algo sexual e que são dois jovens do sexo masculino.»
Schjelderup tem tido uma carreira de sucesso no Benfica, clube que ocupa o segundo lugar no campeonato português, e o seu treinador, José Mourinho, já expressou publicamente a sua satisfação com o desempenho do norueguês.
A Noruega inicia a sua campanha no Mundial a 16 de junho, frente ao Iraque, seguindo-se os confrontos com o Senegal e a França.