Luís Pinto, treinador do Vitória de Guimarães, na meia-final da Taça da Liga frente ao Sporting
Luís Pinto, treinador do Vitória de Guimarães, na meia-final da Taça da Liga frente ao Sporting - Foto: IMAGO

Luís Pinto: «Além de tudo o resto, a alma vitoriana esteve presente»

Treinador do Vitória de Guimarães mostrou-se orgulhoso com a prestação da equipa e afirmou que não tem adversário preferido para a final da Taça da Liga, seja ele o Benfica ou o SC Braga

Após a vitória por 2-1 do Vitória de Guimarães frente ao Sporting na meia-final da Taça da Liga, que carimbou a passagem dos vimaranenses à final da competição, Luís Pinto, técnico do emblema minhoto, elogiou a prestação da equipa e a «alma vitoriana» que apresentou. O treinador defendeu que a equipa foi mais «agressiva e corajosa» do que no jogo de há duas semanas frente aos leões, que terminou com vitória por 1-4 dos leões e afirmou que não tem adversário favorito, entre SC Braga e Benfica, para o jogo derradeiro do próximo sábado.

— O segredo do sucesso foi a alma vitoriana durante o jogo?

— Sim. A forma como sempre quisemos estar a disputar o jogo, com coragem, era algo tínhamos de conseguir para ter um resultado positivo contra um adversário com esta qualidade e esta capacidade. Desde o primeiro ao último minuto conseguimos isso. Na segunda parte, digo por sensação, conseguimos estar mais altos no campo, não tivemos de correr tanto para trás como na primeira. Além de tudo o resto, da organização, a alma vitoriana esteve presente. É algo que nos deixa felizes.

— O Vitória apresentou uma pressão alta. A estratégia também passava por condicionar a saída do Sporting?

— Sim. Há quinze dias [derrota por 1-4 frente ao Sporting no campeonato] também tínhamos tentado, a forma como o fizemos é que não foi tão agressiva e tão corajosa, pelo menos nos primeiros 20 minutos, como hoje. Os bons sinais que tínhamos dado há quinze dias faziam-nos crer que podíamos ter este resultado. Hoje, felizmente, conseguimos comprovar isso.

— À terceira foi de vez: o Vitória de Guimarães consegue, depois da terceira meia-final, chegar à final da Taça da Liga.

— É marcante. É bom porque é a primeira vez que o clube estará na final. Estando na final, vamos querer vencer. Queremos ainda poder acrescentar esse novo dado à história do clube. Ficamos muito felizes por isso, mas não só, também pela sensação daquilo que venho há algum tempo a falar sobre esta equipa. Com qualidade que estes jogadores têm, a crença que têm neles não é tão grande como podia ser. Isso faz parte do processo também. Hoje, isso permitiu-se uma exibição muito interessante, muito boa, e o resultado que pretendíamos.

— Sente que esta vitória também é sua, ao meter o Ndoye, que marcou os dois golos?

— Não. Sinto que foi uma vitória de toda a gente que trabalha para preparar o jogo, de quem trabalha para estar em condições, seja para jogar de início ou para entrar e poder terminar o jogo. Foi uma vitória de toda a gente, não tem nada a ver com o dedo de treinador.

Leiria é, cada vez mais, uma cidade-talismã para si... [treinador do Vitória de Guimarães conquistou a Liga 2 ao serviço do Tondela, na época passada, com vitória em Leiria na última jornada]

— Vamos ver no sábado...

— Tem algum adversário preferido?

— Não. Temos a noção de que será sempre um jogo muito desafiante. Será sempre um jogo que nos vai exigir coisas diferentes do jogo de hoje. Aquilo que realmente queríamos era estar presentes. Agora que estamos presentes, vamos querer preparar o jogo para podermos, no final, conquistar o troféu.