Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal, na Bulgária - Foto: FPF
Luís Freire, selecionador dos sub-21 de Portugal, na Bulgária - Foto: FPF
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Luís Freire «zangado»: «Tem de servir de lição para o futuro»

Selecionador dos sub-21 de Portugal sofreu a primeira derrota no cargo, e de forma cruel ao cair do pano, e explicou o que falhou, além da eficácia, nos últimos minutos na Bulgária

A ganhar por 1-0 desde o início da segunda parte e até aos 88 minutos, Portugal foi derrotado na Bulgária com dois golos ao cair do pano e adiou o apuramento para a fase final do Euro sub-21. Luís Freire somou a primeira derrota como selecionador e afirmou que a sua equipa não merecia este desfecho cruel.

«A análise é simples de se fazer. Tivemos uma primeira parte em que entramos muito bem, completamente dominadora. Tivemos 6, 7 oportunidades de golo, bolas no poste, o guarda-redes defende algumas bolas de golo. Portanto, um caudal ofensivo muito bom, contra uma equipa que já tinha provado com a Chéquia que também não é fácil jogar com ela em sua casa. Mas a verdade é que conseguimos ter esse ascendente todo e não fizemos golos. Falhámos muitas oportunidades na primeira parte, penso que é justo dizer que merecíamos estar a ganhar ao intervalo de forma clara», começou por dizer, em declarações ao Canal 11, analisando a segunda parte.

«Na segunda parte, voltamos com a mesma energia, com a mesma vontade de conseguir fazer o golo, continuamos a criar oportunidades e não permitir muito à Bulgária. Acabamos por fazer o 1-0, justo, e depois temos 2, 3, 4 oportunidades. A partir do 1-0 a Bulgária também arrisca mais, o jogo fica mais partido, mais físico e também jogado mais em contra-ataque da Bulgária. Mas podíamos ter feito por várias vezes o nosso golo, pelo Afonso Moreira, o Rodrigo Mora, Rafael Nel. Não finalizando o 2-0, não matamos o jogo. Se a bola entrasse podíamos ter feito 3, 4, 5 golos», atirou, explicando o que correu mal nos minuto finais.

«Não marcamos, temos feito golos e hoje não fizemos, e acabamos por sofrer também onde não costumamos sofrer. A partir do canto fizeram o 1-1 e, claro, não tinham nada a perder, arriscaram. Nós também tentamos ganhar na mesma, mas desequilibramos demasiado. Tem de servir de lição, principalmente depois de estar a ganhar por 1-0, temos de ser mais eficazes para fazer o segundo golo, dar a quem está mais bem posicionado. Depois nos duelos, na parte defensiva, temos de estar todos juntos, não podemos perder duelos perto da área, demos confiança à Bulgária e isso acabou por nos custar caro. Sofremos um, sofremos dois. Equipa que não sofria golos... também sofre golos, é o futebol», afirmou, lembrando que o apuramento ainda está nas mãos da equipa.

«Estamos principalmente zangados com esta derrota, porque sentimos que o jogo tinha de ser nosso pelo que fizemos. Demos o jogo à Bulgária em erros a acabar o jogo, ainda por cima, o que sai um sentimento amargo. No entanto, há uma viagem para fazer e um apuramento para conseguir em casa, juntos dos nossos adeptos, a quem peço apoio a estes jovem. Eles também mereciam um pouco mais, mas fomos penalizados e tem de servir de lição para o futuro», acrescentou.

Questionado sobre o facto de a equipa ter dificuldade em marcar na primeira parte, Luís Freire desvalorizou. «Não sei, na Escócia marcamos dois, Irlando do Norte marcamos dois. Marcámos na segunda parte e podíamos ter marcado mais [aqui]. Nós temos criado muitas oportunidades, que é o que interessa, é o processo, ter a capacidade de chegar. Claro que a bola não entrou, bateu no poste e o guarda-redes defendeu, mas se continuarmos a criar assim ela vai entrar na primeira e na segunda parte. Não tenho dúvidas nenhumas, continuando com a energia que eles estão a meter e a fome de jogar...», apontou, deixando um reparo.

«É importante quando o adversário arrisca nós termos o controlo emocional necessário para controlar o jogo com mais bola, acalmar o jogo por vezes, foi o que faltou um pouco no fim. Para não entrarmos neste jogo de duelos, um para um constante, onde o adversário sem nada a perder arriscou e teve também eficácia para fazer os golos», concluiu.

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