Liga 2: Carter(o) tocou mesmo duas vezes e Vizela bateu europeu Torreense (crónica)
O sonho europeu do Torreense, com a inédita presença nas competições europeias, em virtude da brilhante conquista da Taça de Portugal na época passada, está aí à porta — o primeiro jogo é já no dia 17 de setembro, no reduto dos noruegueses do Lillestrom —, mas nas competições internas, neste caso, na Liga 2, não há meio de o emblema do Oeste entrar nos eixos: depois da derrota com o Farense (1-2) e dos empates frente a Penafiel e Lusitânia de Lourosa (ambos 2-2), novo desaire, na noite deste sábado, diante do Vizela.
E se o clique ainda não surgiu para os lados de Torres Vedras, parece ter sido, ao invés, uma realidade para os minhotos. Os vizelenses tinham ganho na ronda inaugural, na receção à UD Leiria (1-0), mas depois haviam perdido no reduto do Portimonense (0-2) e empatado em casa frente ao Amarante, numa partida sem golos.
Ora, para que a campainha da equipa de Ronald Molina tivesse ecoado surgiu o (duplo) toque do carteiro. Reza a lenda que o senhor que entrega a correspondência toca sempre duas vezes e foi exatamente isso que fez Anthony... Carter.
No primeiro momento, aos 16 minutos, o ponta de lança australiano encostou, ao segundo poste, na sequência de uma excelente jogada de Bright Godwin. Os da casa ficaram a pedir falta no início da jogada, mas a equipa de arbitragem não ligou aos protestos e o VAR validou a decisão de Pedro Ramalho.
Alejandro Alfaro não conseguiu o empate, pouco depois, após um disparate de Antonio Gomís, e a festa voltou a ser dos forasteiros: cruzamento de Matías Lacava e Anthony Carter, outra vez no sítio certo, a dizer que sim para a baliza (36'). O Vizela ainda festejou o terceiro antes do intervalo, mas o lance foi invalidado por falta de Jójó aquando do cruzamento que tinha sido concluído por... Carter.
A etapa complementar começou com o golaço de Ângelo Neto (48') e toda a história ficou contada.
Nota de destaque, ainda assim, para a excelente atitude do Torreense, que nunca atirou a toalha ao chão. Mas a finalização foi sempre uma miragem. Há muita qualidade no plantel, percebe-se, falta mesmo o clique da primeira vitória...