Leonardo Jardim apresentado no Flamengo: «Promessa no Cruzeiro? Fui ingénuo...»
No dia seguinte a ser oficializado como o novo treinador do Flamengo, esta quinta-feira, Leonardo Jardim foi apresentado em conferência de imprensa como o sucessor de Filipe Luís e admitiu que é uma grande «honra» estar à frente do atual campeão do Brasileirão e da Libertadores. O luso já orientou, inclusive, a sua primeira sessão de treinos no Mengão.
«Honra-me bastante treinar um clube com a dimensão do Flamengo. Um grande prestígio, espero estar à altura para honrar essa camisola. Vou propor aquilo que sempre propus na minha vida. Cumprir os objetivos do clube. Ganhar e trazer troféus, e apresentar um futebol que agrade aos nossos adeptos», começou por dizer, comentando a saída do seu antecessor, que teve bastante sucesso no clube.
«Algumas das ideias do Filipe Luís vão continuar. O jogo tem muitas nuances. Há momentos que temos que jogar em transição, em outros temos que ter a posse. Temos que jogar mais baixo, em outros momentos marcar mais alto... As melhores equipas do mundo têm que ter variabilidade. Se formos só de posse e o adversário nos pressionar nós vamos ter dificuldade. Não queremos fugir do DNA desse grupo. Temos que jogar um futebol de acordo com nossos jogadores», afirmou.
Leonardo Jardim foi também questionado sobre as declarações que proferiu ainda no Cruzeiro durante a época passada, garantindo que não iria treinar nenhuma outra equipa no Brasil «O que me fez mudar de ideias? Essas palavras foram sentidas porque me sentia muito bem em Belo Horizonte. A vida cria-nos algumas surpresas. Tive problemas de ordem familiar e na parte pessoal, que eu tinha que resolver. Existia, dentro da estrutura, algumas ideias diferentes daquilo que eu acreditava. Fui emotivo porque acreditava que o projeto ia ser a longo prazo. Fui ingénuo, a emoção leva-nos a dar declarações infelizes. No Flamengo, vou começar um novo capítulo», apontou, revelando que podia ter sido o sucessor de Jorge Jesus em 2019.
⚠️ Leonardo Jardim, sobre ter dito que só treinaria o Cruzeiro no Brasil:
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) March 5, 2026
“Foram palavras sentidas, eu me sentia muito bem em BH. Fui emotivo, porque acreditava num projeto a longo prazo. Fui ingênuo também. Mas agora sou treinador do Flamengo, o 'capítulo Cruzeiro' passou.”
🎥… pic.twitter.com/Q9S0CYPHhT
«Em 2019, o Jorge Jesus deu o meu nome quando saiu do Flamengo, mas as coisas acabaram por não acontecer. Em dezembro do ano passado, numa altura em que a continuidade do Filipe Luís ainda não era certa, também existiram conversas, mas, na altura, tive uma questão de saúde familiar e ficou por aí», revelou Jardim, que poderia ter chegado ao Flamengo mais cedo na carreira.
O compatriota José Boto, diretor desportivo do clube, também falou em conferência e justificou a troca. «Fiz o diagnóstico, dei a solução e o presidente aceitou. Como decisor máximo, bateu o martelo, como vocês dizem. Razões são sempre muitas, dependendo do contexto. Eu acho que isso é profissionalismo. Profissionalismo também é tomar decisões difíceis e que, às vezes, parecem lógicas. Posto isto, nada retira aquilo que o Filipe fez aqui e a brilhante carreira que vai ter como treinador, que eu já disse várias vezes. A solução está aqui. O Leonardo, um trabalhador muito experiente, com vivências, em diferentes contextos, com muitas conquistas, com uma carreira em que foi de baixo até o topo, com mais de 20 anos. É alguém que nós pensamos que pode tirar o máximo do melhor elenco das Américas. E isso não sou eu que digo, são vocês também», garantiu.
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