Gabriel Batistuta (IMAGO)
Gabriel Batistuta (IMAGO)

Lenda contra alargamento do Mundial: «Não há lugar para a mediocridade»

Gabriel Batistuta defende que a prova devia estar remetida a 32 equipas

O lendário avançado argentino Gabriel Batistuta expressou a sua firme convicção de que apenas equipas e jogadores de elite devem competir nos Campeonatos do Mundo de futebol, e apelou à FIFA para que não comprometa a qualidade do torneio de futebol mais prestigiado.

«O Mundial é o maior palco para os futebolistas, e os espectadores merecem ver o melhor. Não deve haver lugar para a mediocridade quando se trata desta competição», comentou Batistuta aos meios de comunicação argentinos em Buenos Aires.

O segundo melhor marcador de sempre da seleção da Argentina (55 golos em 78 jogos) partilhou as preocupações relativamente à expansão do formato do Mundial, defendendo que tal acarreta o risco de diminuir o nível do jogo. A partir deste ano, o torneio já conta com a participação de 48 seleções nacionais, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, já está a fazer lóbi para que o próximo Mundial tenha 64 países.

«No início, a ideia [de 48 seleções no Mundial] não me agradou. Pensei que o Campeonato do Mundo se tornaria aborrecido. No entanto, acabou por ser diferente. Houve muitos jogos interessantes, com exceção de dois ou três, bem como alguns confrontos muito intrigantes nas eliminatórias. Ainda assim, considero que no Campeonato do Mundo deveriam estar apenas 32 equipas. Porque é um Campeonato do Mundo e só os melhores devem jogar lá. Esta é a minha opinião», atirou.

O antigo craque da Fiorentina e da Roma sublinhou que cada jogo do torneio deve ser uma celebração de uma prática excecional do futebol. «Cada lugar deve ser conquistado com talento e esforço. Se expandirmos demasiado o torneio, corremos o risco de ver equipas e jogadores que não estão ao mais alto nível, e isso será em detrimento do prestígio da competição», acrescentou.

A declaração de Batistuta faz parte do debate contínuo nos círculos futebolísticos sobre o futuro do Mundial e o efeito do aumento do número de participantes, que dá uma oportunidade a mais países, mas ao mesmo tempo pode reduzir a qualidade geral da competição. «Os adeptos querem ver grandes jogos, cheios de emoção e com exibições de alta qualidade. Isso só pode acontecer se garantirmos que cada participante está entre os melhores», concluiu a lenda argentina.

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