Joan Laporta (Foto: Barcelona)
Joan Laporta (Foto: Barcelona)

Laporta ataca Real Madrid: «Há um interesse muito obscuro em jogo»

Presidente do Barcelona abordou a sua relação pessoal com Florentino Pérez e mostrou-se chateado com a lesão de Raphinha na seleção do Brasil

Joan Laporta, presidente do Barcelona, abordou a relação que mantém com Florentino Pérez, revelando que o projeto da Superliga Europeia o aproximou do líder máximo do Real Madrid. Contudo, a relação «arrefeceu» a partir do momento em que o clube merengue, através do seu canal de televisão, atacou repetidamente o Barcelona no caso Negreira.

«Atualmente, tenho uma relação de respeito mútuo com o Florentino. É verdade que houve mais contacto quando se discutiu a Superliga, mas isso esbateu-se depois do caso Negreira. Cada vez que o juiz tenta rejeitá-lo, o Real Madrid apresenta provas supostamente conclusivas, ou seja, uma declaração na rádio ou nos meios de comunicação, que no final não significa nada. Há um interesse muito obscuro em jogo aqui. Querem prolongar este processo para justificar o que o seu canal de televisão diz, que os juízes favorecem o Barcelona. Tudo isto deteriorou a nossa relação. A nível pessoal, há respeito mútuo, mas a nível institucional, as relações estão muito tensas», revelou Joan Laporta.

O presidente dos blaugrana afirmou que o Barcelona foi «condenado» antes de ser julgado: «Somos catalães e habituámo-nos a isso. O Real Madrid tenta sempre encontrar algo negativo em tudo o que fazemos. Querem apagar uma parte da história mais gloriosa do Barcelona. Não tem qualquer fundamento. Habitámo-nos a isso. O que fazemos é olhar em frente e não perder muito tempo com todas estas tolices. Aqueles que nos querem prejudicar nunca descansam.»

O caso Negreira foca-se nos pagamentos que ascenderam a 7,3 milhões de euros que o Barcelona fez a empresas do ex-vice-presidente do Comité Técnico de Árbitros, José María Enríquez Negreira, e do seu filho, em troca da obtenção de relatórios dos árbitros de jogos dos catalães. Os pagamentos terão sido efetuados entre 2001 e 2018. 

Joan Laporta abordou ainda a situação de Raphinha, que sofreu uma lesão muscular durante o particular com a França.

«Ter um dos seus melhores jogadores lesionado num particular entre França e Brasil nos Estados Unidos é revoltante. Não se pode passar a responsabilidade de não jogar para o jogador, porque é um profissional que se dedica ao máximo pelo seu país, e isso é normal, mas a FIFA deveria criar um calendário internacional que leve em consideração as competições dos clubes mais importantes», apontou, revelando ainda que vai conversar com Flick no fim da época acerca de uma possível renovação.

«Vamos conversar com calma no fim da época. É um homem muito honesto consigo mesmo e muito profissional. Acho que merece a renovação, mas prefere analisar a situação no final da temporada e decidir o que devemos fazer», atirou.