Kyrgios e Serena Williams candidatos aos cobiçados 'wild cards' de Wimbledon
Com a aproximação de Wimbledon, o terceiro Grand Slam da temporada, a organização prepara-se para anunciar esta semana os tenistas que receberão os cobiçados wild cards. Muitos jogadores, incluindo nomes sonantes, não têm lugar assegurado no quadro principal e aguardam com expectativa a decisão do All England Club.
A organização do torneio londrino dispõe de 16 convites para os quadros principais de singulares, distribuídos de forma equitativa (oito para o masculino e oito para o feminino). Adicionalmente, serão atribuídos nove passes para as rondas de qualificação e cerca de meia dúzia de convites por modalidade para os quadros de pares masculinos, femininos e mistos.
Do you think Serena Williams will play singles at Wimbledon? 👀 https://t.co/Ni3D0CgQbx
— Tennishead (@tennishead) June 15, 2026
Estes convites, conhecidos como wild cards, são destinados a jogadores cujo ranking mundial não permite a qualificação automática, sendo a sua seleção da inteira responsabilidade do Comité de Wimbledon. Desde 1977 que estas vagas são atribuídas por diversos motivos, como lesões prolongadas, reconhecimento a antigos campeões ou estrelas em fase descendente da carreira, ou ainda a tenistas com bons resultados recentes mas sem ranking suficiente.
A norte-americana de 44 anos que está de regresso à competição depois de quatro anos de ausência. Já venceu 15 títulos em Wimbledon: 7 singulares, 6 pares femininos e 2 pares mistos.
A prioridade, conforme explicado pela própria organização, é frequentemente dada a talentos britânicos para «aumentar o interesse» local ou com base no «desempenho no ano anterior em Wimbledon». Exemplo disso foi o quadro feminino do ano passado, onde todas as convidadas eram britânicas, com a exceção de Petra Kvitova, uma antiga campeã do evento. Ao contrário dos outros Grand Slams, Wimbledon não possui acordos de troca de convites com outras federações, tomando as suas decisões de forma totalmente autónoma.
Wimbledon Wildcards out next week.
— Chris Goldsmith (@TheTennisTalker) June 13, 2026
Would be surprised if Serena and Venus dont get one each. pic.twitter.com/reX3ftb9lp
Entre os possíveis candidatos masculinos, surgem nomes como Grigor Dimitrov, Dan Evans, Nick Kyrgios e Gael Monfils. No setor feminino, as atenções viram-se para Andreescu e para as irmãs Serena e Venus Williams.
Casos particulares como o de Maja Chwalinska, finalista de Roland Garros, e Matteo Berrettini ilustram a rigidez do sistema. A polaca subiu da 114.ª para a 21.ª posição do ranking, enquanto o italiano subiu 57 lugares desde o 105.º posto, mas estas ascensões ocorreram após o fecho das listas de entrada para Wimbledon, deixando-os, para já, de fora.
No que diz respeito às irmãs Williams, cresce a especulação sobre um convite para competirem juntas no quadro de pares femininos. Sally Bolton, diretora de Wimbledon, alimentou essa possibilidade ao comentar o entusiasmo gerado pelo regresso de Serena. «Suponho que o que posso dizer é que podemos ver o entusiasmo que o regresso de Serena aos courts de ténis gera, e particularmente num court de relva», afirmou.
Um jornalista da Sky Sports avançou mesmo que o pedido já terá sido aceite, o que marcaria o regresso da dupla desde o US Open de 2022. Além disso, segundo o jornalista Mangiante, existem negociações para que Serena forme par com Carlos Alcaraz e Venus com Jannik Sinner nos pares mistos do US Open.