Kompany não imita Mourinho: «Não caibo num cesto de roupa»
Na antevisão à primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões contra o PSG, Vincent Kompany, treinador do Bayern, abordou a sua ausência do banco de suplentes devido a suspensão, garantindo que a equipa tem qualidade para superar o desafio.
O técnico belga, de 40 anos, não poderá orientar a sua equipa em Paris, e vai ser substituído no banco pelo seu adjunto, Aaron Danks. Questionado sobre a possibilidade de recorrer a truques para comunicar com a equipa, à semelhança do que José Mourinho fez em 2005, quando se escondeu num cesto de roupa para entrar no balneário do Chelsea, Kompany respondeu com humor.
«Tenho 1,92m, não caibo num cesto de roupa – infelizmente!», brincou. «Se há um treinador com experiência em não estar no banco, sou eu. No meu primeiro ano, fui jogador e treinador. A regra é que estejas em campo. Mas se estiveres lesionado, não podes sentar-te no banco. Estive muitas vezes lesionado e assisti a muitos jogos de locais diferentes. Infelizmente, tenho muita experiência nessa área», acrescentou.
Sobre o local onde assistirá à partida, o técnico revelou que não conhece bem o estádio, mas que estará por perto. «Onde me vou sentar? Nalgum lugar no estádio, mas não muito longe de vocês. Os procedimentos são claros. Sei o que posso e não posso fazer e como posso apoiar a equipa», explicou. A confiança em Aaron Danks é total: «Já tem experiência. Esteve algum tempo no banco na Premier League. Tenho 100% de confiança no nosso staff e em todos os outros.»
Kompany desvalorizou a sua ausência, focando-se na qualidade do plantel: «Podemos falar de golos e de filosofia de jogo, mas precisamos de jogadores que coloquem a bola na baliza, de um guarda-redes que defenda e de defesas que desarmem. O resto é só para discussão. A realidade é que é preciso ter qualidade. E nós temo-la.»
O treinador elogiou também Luis Enrique pelo «trabalho excecional» que tem vindo a desenvolver no PSG: «Lembro-me da conferência de imprensa quando ganhámos contra o PSG há um ano e meio e vi a equipa jovem que ele tinha, mas com uma linha clara. Não me surpreendeu que tenham vencido a Liga dos Campeões. Ele investe muito trabalho e há um espírito de equipa nas suas equipas», referiu, sublinhando o desejo de competir «com os melhores».
Sobre o ambiente no balneário, Kompany mostrou-se confiante: «A nossa equipa ganhou no Bernabéu, em Paris, e demos muitos passos para chegar aqui. O PSG ainda é o campeão da Liga dos Campeões, mas se há uma equipa que pode enfrentar esta disputa, somos nós, os que mais a querem. Sabemos o quão forte é o PSG.»
Em relação aos jogadores, Kompany destacou o potencial de Michael Olise, afirmando que «ainda pode melhorar», e a importância de Jamal Musiala, que «pode desempenhar um papel importante». No que toca às lesões, Kompany tranquilizou os adeptos, indicando que a situação de Raphael Guerreiro, que é baixa, «não é tão grave» e que Bischof, Karl e Ulreich estão perto de regressar.
Sobre o local onde assistirá à partida, o técnico revelou que ainda não conhece bem o estádio, mas que estará por perto. «Onde me vou sentar? Nalgum lugar no estádio, mas não muito longe de vocês. Os procedimentos são claros. Sei o que posso e não posso fazer e como posso apoiar a equipa», explicou.