Jorge Fonseca de regresso ao pódio na capital húngara    Fotografia IJF/Emanuele Di Feliciantonio
Jorge Fonseca de regresso ao pódio na capital húngara Fotografia IJF/Emanuele Di Feliciantonio
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Jorge Fonseca de prata em Budapeste

Judoca do Sporting apenas perdeu na final frente ao atual campeão da Europa, numa jornada em que se exibiu como há muito não fazia e eliminou o líder do 'ranking' mundial

De volta ao pódio desde o bronze conquistado no Grand Prix da Áustria, a 6 de março, prova em que marcava o regresso à competição depois de prolongada ausência devido a lesão, Jorge Fonseca (-100 kg) alcançou, este domingo, a medalha de prata no Grand Slam de Budapeste ao perder na final frente ao italiano campeão da Europa Gennaro Pirelli por castigos, o último já no prolongamento. Pelo meio, Fonseca eliminou o líder do ranking mundial.

O combate da final contra Pirelli (2.º do ranking ), de 26 anos, foi mesmo aquele em que o judoca do Sporting, de 33, sentiu maiores dificuldades para impor o seu judo e os explosivos ataques que o caracterizam, o que o foi levando a acumular shidos até receber o terceiro e conceder a vitória por ippon ao adversário, que somou a oitava medalha (5+2+1) no circuito mundial, tendo ganho as duas últimas etapas em que participou: Grand Slam da Mongólia (junho) e Grand Prix de Lima (agosto).

Para Fonseca, que mostrou uma consistência ao longo do dia como há muito não se via e deu boas indicações para o Mundial de Baku-2026, em outubro, tratou-se da 21.ª subida ao pódio (3+6+12) no Circuito, sem contar com os dois ouros de campeão do mundo, o último alcançado precisamente em Budapeste-2021. A última vez que Jorge havia estado num final de um Grand Slam tinha sido em março de 2024, em Antalya (Turquia), que também venceu em 2022, o qual ganhou ao canadiano Shady Elnahas.

Numa jornada longa e exigente em que disputou seis combates, Fonseca (55.º) começou a prova húngara por dominar o polaco Piotr Kuczera (31.º) num confronto em que marcou wazari antes de conseguir o ippon aos 3.16m. Seguiu-se o brasileiro Leonardo Gonçalves, número um do ranking mundial, que eliminou, por wazari, após 1.46m de prolongamento.

A partir daí tudo era possível e, na ronda de 16, o olímpico do Sporting, bronze nos Jogos de Tóquio-2020, derrubou o húngaro Péter Kenderesi (250.º) com dois wazaris em apenas 34 segundos. Para depois, nos quartos de final, projetar o arménio Gor Karapetyan (185.º) para yuko aos 3.21m, quando já tinha dois castigos.

Na meia-final, também não foi o suíço Daniel Eich (24.º) a travar o português, embora obrigando Jorge a desgastantes 5.40m de combate até que fosse dado o terceiro shido ao helvético por falso ataque, enquanto o português nunca sofreu qualquer penalização.

Só mesmo Gennaro Pirelli, cumpridos 20 segundos de ponto de ouro da final, logrou impor um terceiro castigo por falta de combatividade a Fonseca. Os dois anteriores haviam sido por falso ataque.

Igualmente em ação neste último dia esteve Rochele Nunes (+78 kg), atual 77.ª do ranking, que na ronda inaugural impôs um duplo wazari à turca Hilal Ozturk (56.ª), mas na seguinte viu-se eliminada frente à egípcia Safa Soliman (20.ª), por wazari.

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