Jonas Vingegaard: «Se vencer o Giro faço um bocado de história»
Jonas Vingegaard descreveu a estreia no Giro como «especial» e a possibilidade de «fazer história» no ciclismo se vencer a prova, o que o tornaria o oitavo corredor a conquistar as três grandes Voltas, França, Itália e Espanha.
O vencedor do Tour (2022 e 2023) e da Vuelta (2025) procura suceder no palmarés da corsa rosa ao ex-companheiro de equipa, o britânico Simon Yates, que se retirou no início da temporada, e numa entrevista ao jornal Gazzetta dello Sport reforçou a importância deste objetivo. «Significa fazer história». O triunfo no Giro faria com que Vingegaard igualasse Jacques Anquetil, Felice Gimondi, Eddy Merckx, Bernard Hinault, Alberto Contador, Vincenzo Nibali e Chris Froome, os únicos vencedor das três grandes.
«É especial para mim estar aqui, é a primeira vez que vou fazer o Giro, é algo pelo que ansiava no último meio ano, desde que decidimos participar. Claro que lutaremos pela geral», afirmou o dinamarquês da Visma-Lease a Bike, de 29 anos, perante os aplausos do público na apresentação das equipas esta quarta-feira em Burgas, na Bulgária.
Vingegaard, que classificou o Giro como «a mais imprevisível» das três grandes Voltas, terá pela frente adversários de peso como Egan Bernal (Netcompany INEOS). O colombiano venceu a corrida italiana em 2021, depois anos após ter conquistado o Tour (2019). Questionado sobre o regresso às estradas transalpinas, Bernal mostrou-se cauteloso: «Penso que nas próximas etapas poderemos ver qual será o Bernal que teremos. Por agora, estou contente por estar aqui».
Outro antigo vencedor em prova, Jai Hindley (Red Bull-BORA-hansgrohe), vencedor em 2022 e segundo em 2020, também se mostrou satisfeito por regressar à corrida. Ao seu lado, o jovem italiano Giulio Pellizzari, sexto na edição passada, prometeu: «Vou procurar divertir-me como nas edições anteriores».
Entre os estreantes, destaca-se também Enric Mas. O líder da Movistar, equipa que conta com o veterano português Nelson Oliveira, mostrou-se otimista. «Para ser honesto, espero que façamos um super Giro. Penso que podemos ganhar algumas etapas e estar no pódio», antecipou o espanhol.
Com objetivos distintos, o australiano Ben O’Connor (Jayco AlUla), quarto em 2024, confessou que «adoraria voltar a ganhar» uma etapa, repetindo o feito de 2020. Já o sprinter Kaden Groves (Alpecin-Premier Tech) não escondeu a ambição de vestir a primeira camisola rosa, enquanto o favorito local, Jonathan Milan (Lidl-Trek), preferiu a prudência com um simples «vamos dia a dia».
A 109.ª edição do Giro, que arranca na sexta-feira em Nessebar e termina a 31 de maio em Roma, contará com a participação dos portugueses António Morgado (UAE Emirates) e Afonso Eulálio (Bahrain Victorious).