Jonas Vingegaard, líder da Volta a Itália 2026

Jonas Vingegaard: «Não vou querer vencer sempre para não me cansar para o Tour»

Já com a camisola rosa e vencedor de três etapas, o ciclista dinamarquês da Visma-Lease a Bike ainda pensa outro triunfo na última semana do Giro, mas sem demasiado esforço...

Jonas Vingegaard entra na última semana do Giro de Itália com uma sólida liderança na classificação geral, mas recusa-se celebrar a conquista definitiva da maglia rosa antes do tempo. O ciclista dinamarquês da Visma-Lease a Bike pretende aproveitar os próximos dias para conquistar uma vitória de etapa, ao mesmo tempo que já tem em mente o outro grande objetivo da temporada: o Tour.

Em conferência de imprensa no dia de descanso do Giro, esta segunda-feira, Vingegaard admitiu que a Volta a França já é uma prioridade. «Claro que pensamos no Tour a longo prazo. É também por isso que não quero lutar por todas as etapas, senão poderia tornar-se mais desgastante do que o necessário», explicou. No entanto, o foco imediato permanece em Itália: «Estou aqui, quero respeitar esta corrida e, agora que visto a camisola rosa, também gostaria de ganhar uma etapa com ela».

O ciclista acredita que a participação no Giro pode ser benéfica para a preparação para a Volta a França. «Penso que me pode ajudar a dar um passo em frente. Nos últimos anos, notei que depois de disputar uma primeira grande Volta, o meu nível era ainda superior no segundo. É exatamente isso que esperamos para o Tour», afirmou.

Apesar de uma constipação que o afetou, Vingegaard sente-se em forma. «Para ser honesto, penso que me afetou principalmente antes do dia de descanso e logo a seguir. As etapas 9 e 10 foram provavelmente aquelas em que mais sofri», revelou, acrescentando que já não sente qualquer impacto da doença. «Penso estar numa forma excecional. Diria mesmo que já estou muito perto da minha melhor forma».

Questionado sobre a opinião de Felix Gall, que considera a classificação geral do Giro já decidida, Vingegaard mostrou-se cauteloso. «Para mim, uma corrida nunca está terminada até que realmente termine. Tudo pode acontecer: um mau dia, uma queda, uma doença... Nunca se sabe. A meu ver, o Giro está longe de estar terminado», sublinhou.

O dinamarquês antecipa uma última semana exigente, com etapas de montanha decisivas nos Dolomitas antes da chegada a Roma, mas não planeia adotar uma postura puramente defensiva. «A terceira semana é claramente a mais difícil deste Giro. Mas também haverá muitas oportunidades e já disse que escolheríamos cuidadosamente os nossos dias para atacar», concluiu.

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