Jogos com Israel causam polémica: «Sei a diferença entre o certo e o errado»
Seamus Coleman, jogador da seleção da República da Irlanda, afirmou que a responsabilidade pelos jogos contra Israel na Liga das Nações deve ser dos dirigentes e não dos jogadores. A seleção tem encontros agendados para setembro e outubro, sob forte contestação social na Irlanda devido à situação humanitária no Médio Oriente.
O defesa sublinhou que a questão devia ter sido tratada pela FAI (federação irlandesa) ou UEFA: «As minhas opiniões são muito claras: não devíamos ter de responder a perguntas sobre isto. Devia ter sido tratado acima de nós».
Ao apelar à sua própria consciência, Coleman destacou o peso emocional da situação: «Sou pai, sou marido, tenho um coração e sei a diferença entre o certo e o errado», explicou, lamentando que jogadores tão jovens sejam colocados numa posição tão desconfortável por decisões que não lhes competem.
A FAI confirmou os jogos, temendo «consequências graves» de um boicote. Coleman insiste que, embora representem o povo, a calendarização é um assunto federativo e não dos jogadores, que se encontram numa posição muito difícil.
Recorde-se que o capitão Nathan Collins já afirmou que a equipa não se oporia caso algum jogador decidisse boicotar os jogos por convicção pessoal.