Rui Borges analisa a vitória expressiva dos leões nos Arcos - Foto: Fernando Veludo/LUSA
Rui Borges analisa a vitória expressiva dos leões nos Arcos - Foto: Fernando Veludo/LUSA

Jogo simples, Suárez e os passes falhados de Flávio: tudo o que disse Rui Borges

Treinador do Sporting comentou vitória expressiva (4-0) no reduto do Rio Ave

Na sala de Imprensa do Estádio do Rio Ave, Rui Borges analisou a goleada (4-0) do Sporting frente à equipa de Vila do Conde, na partida da 4.ª jornada da Liga, esta sexta-feira, que permite chegar ao topo da classificação.

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— Que analise faz à exibição do Sporting?

— Foi um jogo simples. Entrámos fortes para não deixar o Rio Ave acreditar. Controlámos com bola e os golos surgiram com naturalidade e qualidade. Na segunda parte, mantivemos o controlo e não os deixámos aproximar da baliza. Mérito da equipa, que não baixou a energia. A baliza a zero dá uma confiança extra ao grupo.

— Disse que nem tudo foi bem feito num jogo ganho por 4-0. O que podia ter sido melhor?

— Tanta coisa... A parte individual, principalmente. O Geny e o Flávio falharam alguns passes em momentos importantes de aceleração para atacar o último terço. Na linha defensiva também perdemos a referência um par de vezes. Nem estava tudo errado antes, nem está tudo certo hoje. São três pontos num jogo equilibrado e consistente, e é a resposta que os jogadores têm dado nos treinos.

— Houve oportunidade para experimentar? Foi o jogo mais completo do Sporting na Liga?

— Sim, com o 4-0 podíamos gerir. O Luís [Suárez] estava a dar um bom apoio aos centrais, quase como um 10, por isso fez sentido juntar os dois avançados em determinado momento. Sem dúvida que foi o nosso jogo mais equilibrado em todos os momentos — ataque, defesa e transições. A equipa teve um compromisso enorme na reação à perda e no equilíbrio defensivo.

— A titularidade de Suárez é uma confirmação da sua continuidade?

— Essa leitura é vossa. O Luís é do Sporting, sempre foi. Tem contrato. Como todos os outros, tem sido opção. Foi ganhando a sua forma, melhorou no último jogo, hoje está muito melhor do que no outro jogo. Por isso está a voltar ao seu normal, que é um grande jogador, um grande avançado, e felizmente temo-lo connosco.

— Já referiu várias vezes que o Sporting atravessa dores de crescimento...

— Não é porque ganhei 4-0 que vou dizer que não tenho dores de crescimento, vamos tê-las na mesma. Por isso eu dizia que nem tudo está certo, nem tudo foi bonito. Foi um bom jogo, a malta, os rapazes estão a trabalhar bem. Acima de tudo, estou feliz porque o grupo é muito focado nesse crescimento e semanalmente, diariamente, no treino dão uma resposta enorme. Vai haver jogos em que vão voltar outra vez essas dores. Não me vou agarrar nem me quero agarrar às tais dores de crescimento, fazem parte.

— Como olha para a exibição de Flávio Gonçalves?

— Está a crescer. Ao contrário de vocês, eu não gostei: falhou muitos passes. Não pode falhá-los. Eu fico chateado com isso, porque ele tem qualidade para não os falhar. Eu estava a dizer 'vais pagar 100 euros por cada passe falhado', porque ele é um miúdo predestinado, tem uma qualidade acima da média. Tem dado boas respostas. Estou a brincar, claro que gostei do jogo dele, mas pode melhorar. E tem de olhar para o jogo dessa forma, não ficar já empolgado porque fez um golo e uma assistência. Será aposta nossa para a época, porque é um miúdo com muita margem de progressão, é diferenciado.

— A única alteração na equipa foi Inácio no lugar de Ba. O que pretendeu com essa escolha?

— O Rio Ave pressionava individualmente, por isso pretendia dois centrais acima da média a decidir e a transportar bola para criar desequilíbrios. O Debast e o Inácio têm essa capacidade técnica de passe para desbloquear a construção num primeiro momento e encontrar espaço nas segundas linhas.

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