João Costa explica a sua missão no balneário do FC Porto
João Costa voltou a falar da época finda em que o FC Porto conquistou o 31.º campeonato. O guarda-redes sagrou-se campeão, após ser lançado na segunda parte do jogo com o Santa Clara, que encerrou a época no Estádio do Dragão. Em entrevista à Sport TV, o jogador mostrou-se feliz com os festejos do FC Porto. «Foram, foram muitas horas de festa e eu disse que eram momentos únicos porque nós, enquanto jogadores, ganhar títulos e presenciar momentos como presenciámos nesta festa não está ao alcance de qualquer jogador. Não são todos os jogadores que o podem vivenciar. Foi uma festa única, já celebrei muitos títulos enquanto adepto do FC Porto e não me recordo de uma festa tão grande com tanto significado quanto esta», disse, deixando palavras de agradecimento à família:
«Primeiro de tudo pela minha família, pela minha mulher e pela minha filha, que são as pessoas de quem abdico de mais tempo para estar com elas todos os dias. Eu dedico-me mesmo muito tempo a ser um profissional de excelência, a ser um super-atleta e primeiro de tudo vai para elas, depois para toda a minha família e, enquanto portista, também para o Jorge Costa, porque também foi uma das pessoas que mais força fez para eu voltar para o FC Porto e que também já me tinha tentado contratar enquanto treinador, mais do que uma vez. E eu tive demasiado pouco tempo com ele no nosso clube e foi uma pessoa que me marcou. Enquanto portista era um ídolo, era uma lenda do clube e era alguém em quem eu me revia. Era alguém que tinha os valores do FC Porto presentes em todos os momentos e desde a perda irreparável que tivemos, se houve algo em que eu tentei, de certo modo, representá-lo, foi na representação desses valores e de transmitir o nosso ADN e a nossa mística», acrescentou.
João Costa chegou ao balneário do Dragão para incutir a mística do FC Porto, o que lhe foi pedido por Jorge Costa e André Villas-Boas. «Foi isso, foi transmitir todos os valores do clube, também ser um profissional de excelência, que isso é o que nos leva a poder ter o respeito dos outros, sermos um exemplo em todos os momentos. Desde ser o primeiro a chegar, estar sempre pronto para ajudar tudo e todos, sempre disponível para treinar mais um bocadinho, sempre disponível a aprender, a ouvir, sempre disponível para ajudar os outros…», salientou, falando em pormenor de dois jogadores com quem privou mais de perto. «Eu privava muitas vezes com o Bednarek, que era o meu parceiro à mesa nos estágios. Muitas vezes ele perguntava-me como é que iriam ser os jogos, qual era a dificuldade deste estádio ou daquele, o que é que significava este jogo ou aquele para o clube... Perguntava-me também sobre a história do clube, tivemos muitas conversas sobre isso. É uma pessoa para a qual olhamos hoje e vemos ali um verdadeiro portista e um verdadeiro líder dentro do campo. Mas posso dar outros exemplos, não só enquanto portista, mas enquanto profissional, em que fiz questão de apoiar e de tentar ajudá-los. Eu passava o tempo todo com o Rodrigo Mora, tentei sempre ajudá-lo devido à época que teve. Vinha de ser um grande protagonista e nesta época, com a idade que tem, dei-lhe o máximo carinho. Criámos uma amizade única e tenho um orgulho enorme de ver o homem que está ali. E o Alberto Costa, também. Ver a maneira como terminou a época… Já tinha o seu quê de portismo, mas senti que em muitos momentos dei-lhe uma forcinha extra e uma confiança extra. É uma pessoa pela qual tenho muito carinho e a forma como ele terminou a época… Senti também a minha quota-parte em ter participado na época deles. São duas pessoas que são dois amigos, que levo para a vida e em que eu senti que também tive importância na época deles por tudo o que vivenciámos todos os dias», disse.