Jesús Ramírez voltou a decidir, agora frente ao Alverca. -Foto: HOMEM DE GOUVEIA/LUSA
Jesús Ramírez voltou a decidir, agora frente ao Alverca. -Foto: HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

Jesús Ramírez, o anti-herói do Nacional que sonha com um grande

Avançado voltou a decidir, marcando o golo solitário no triunfo frente ao Alverca. Rejeita estatuto de jogador mais importante do plantel, sonha com um grande e vê o FC Porto campeão

Jesús Ramírez continua de pé quente e com o Alverca voltou a ser decisivo, apontando o golo que deu o triunfo (1-0) dos madeirenses. Foi o 15.º remate certeiro do avançado internacional venezuelano, que renasceu no Nacional e que faz alimentar o sonho de um dia representar um dos grandes do nosso campeonato. Apesar da influência, o avançado rejeita o estatuto de jogador mais importante do grupo. «Não. Nunca na vida vou assumir esse papel. Eu sou muito grato pelo que Deus está a fazer comigo, porque eu acredito que Ele é que faz todas as coisas na minha carreira, nos jogos, tudo. E nunca vou assumir essa glória. O trabalho é de todos», sublinhou.

Para Jesús Ramírez, o regresso ao Nacional foi uma aposta ganha, depois de uma temporada no Vitória de Guimarães que não correu como desejava. «Sim, sim. Devo muito ao Nacional apostar e acreditar em mim, e também muito ao treinador [Tiago Margarido]. Agradeço muito a confiança que ele me transmite, passei uma fase difícil na época, com seis ou sete jogos sem marcar, e sempre senti a confiança dele. E isso é muito importante», reconheceu.

Com mais um ano de contrato, Jesús Ramírez está tranquilo, dado que se sente bem na Madeira. Contudo, o sonho de jogar num grande, poderá mudar a história: «Sinceramente, deixo isso nas mãos de Deus, estou tranquilo. Estou numa fase da minha carreira que tenho aprendido muito, estou com a energia aqui, nestes quatro jogos e em continuar a ajudar a equipa, tentar marcar golos e jogar bem. Depois, no final da época, veremos. Tenho um contrato por mais um ano, e aí veremos o que acontece.»

O FC Porto é um dos grandes que cabe no sonho de Chucho. O avançado não tem dúvida de que os dragões «vão ser campeões» depois dos jogos desta jornada. «Claramente que sim. Todos têm o sonho e jogar numa equipa assim, dessa dimensão, mas, como já disse, também estou tranquilo. Tenho de ver o que for melhor para a minha família», disse, sobre se gostaria de jogar nos azuis e brancos.

O triunfo frente ao Alverca, deixou o Nacional a respirar um pouco melhor na Liga. «Sim, na verdade precisávamos muito e graças a Deus conseguimos. Deu uma alegria, mas ainda temos muito pela frente, estamos tranquilos e a pensar no próximo jogo», afirmou o avançado, já com os olhos no Tondela: «Vi o jogo [com o FC Porto]. Mudaram de treinador, vêm de resultados adversos, mas estamos a trabalhar a pensar em nós, não a olhar para o adversário. Para mim todos os jogos são difíceis, a verdade é que eles agora estão fase mal. Eu acho que vai ser um jogo difícil e eles vão dar a vida. Às vezes uma equipa joga futebol e os resultados não aparecem, mas aparecem outras coisas, e eu acho que vai ser um pouco por aí, por esse lado, que eles vão inclinar o campo.»

Para Chucho, o Nacional pode aproveitar a pressão Tondela na classificação. «Acho que sim. Nós temos de ter tranquilidade, estamos a fazer as coisas bem. Nos últimos dois jogos em casa a equipa respondeu muito bem, acho que temos de ir lá com tranquilidade, jogar um pouco com isso e ser uma equipa madura», disse.

Jesús Ramírez deixou ainda uma palavra aos adeptos, que «têm sido impressionantes» pelo apoio que eles têm dado: «Estivemos oito jogos sem vencer, e eles nunca deixaram de apoiar a equipa, e têm sido muito importantes. Queria deixar para eles um grande abraço, e agradecer por o apoio.»