Jaime Faria após o adeus à Austrália: «Sinto-me melhor jogador»
Jaime Faria despede-se do Open da Austrália com a sensação clara de evolução. Eliminado na segunda ronda pelo russo Andrey Rublev, o tenista português regressa a Portugal com um balanço positivo e a convicção de que sai de Melbourne como um jogador mais completo.
«Foram quatro encontros de bom nível, quatro vitórias contra bons jogadores. Já não tinha uma série de vitórias tão grande há algum tempo e isso traz-me confiança. Nada melhor do que arrancar bem a época, tal como no ano passado, mas agora é continuar a trabalhar, ser cada vez mais consistente, porque apenas a consistência vai me levar a estar mais vezes entre os melhores e poder discutir melhor estes encontros grandes», sublinhou o lisboeta, em declarações à Lusa.
Número dois nacional e 151.º do ranking ATP, Jaime Faria voltou a superar a fase de qualificação do primeiro Grand Slam da temporada, tal como em 2025, somando três triunfos antes de entrar no quadro principal. Na estreia em Melbourne, bateu o belga Alexander Blockx (96.º ATP), mas acabou por ceder diante de Rublev, 15.º do mundo, em quatro sets, pelos parciais de 4-6, 3-6, 6-4 e 5-7.
«Acho que me faltou um bocadinho de experiência naqueles momentos importantes, ao contrário do Andrey. Sinto melhorias técnicas em relação ao ano passado, sinto-me melhor jogador e o mais importante agora é trabalhar a minha consistência em vários torneios e em vários encontros», explicou o tenista de 22 anos.
«Foram cinco encontros a jogar a muito bom nível. Volto com vontade de continuar a trabalhar bem para estar mais vezes entre os melhores e, no futuro, ter mais experiência em encontros deste nível», acrescentou.
O português regressa agora a casa para disputar, na próxima semana, o Indoor Oeiras Open, antes de seguir viagem para a China, onde vai representar Portugal na Taça Davis. No horizonte está ainda a digressão pela América Latina, com presença prevista nas fases de qualificação do ATP 500 do Rio de Janeiro e do ATP 250 de Santiago, numa agenda que reflete a ambição de consolidar a evolução demonstrada em Melbourne.
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