Já teve €160 M de valor de mercado e agora nem arranja clube
Raheem Sterling, outrora uma das maiores estrelas do futebol mundial com um valor de mercado que chegou a atingir os 160 milhões de euros, encontra-se atualmente, aos 31 anos, sem equipa e com o futuro em aberto. O extremo inglês, que recentemente esteve envolvido num acidente de viação que resultou numa investigação policial, vive o momento mais delicado de uma carreira que tem caído a pique desde que, em 2022, deixou o Manchester City para reforçar o Chelsea.
A ascensão de Sterling foi meteórica. Estreou-se pela equipa principal do Liverpool com apenas 17 anos e, em duas épocas, já formava uma temível frente de ataque com Luis Suárez e Sturridge, tendo ficado a apenas dois pontos de conquistar a Premier League na temporada 2013/14.
O seu talento levou o Manchester City a investir cerca de 64 milhões de euros na sua contratação em 2015, um dos valores mais altos da história do futebol inglês na altura. Embora a pressão sob o comando de Manuel Pellegrini fosse imensa, Sterling correspondeu às expectativas.
O ponto de viragem na sua carreira deu-se com a chegada de Pep Guardiola. O técnico catalão transformou-o num jogador completo, que aliava o drible e a velocidade a uma impressionante capacidade de finalização. Entre 2017 e 2020, Sterling viveu o seu auge, tornando-se uma peça fundamental numa das equipas mais dominantes da história recente da Premier League.
Ao longo de sete temporadas no Manchester City, disputou 339 jogos, marcou 131 golos e fez 95 assistências. Conquistou quatro títulos da Premier League, uma Taça de Inglaterra, uma Supertaça e cinco Taças da Liga. O seu rendimento excecional consolidou-o como um dos melhores do mundo, atingindo em 2020 um valor de mercado de 160 milhões de euros, segundo o Transfermarkt, o nono mais alto de sempre.
Contudo, a sua estrela começou a apagar-se. A evolução tática de Guardiola e as novas contratações fizeram com que perdesse protagonismo. Em 2022, o Chelsea pagou 56 milhões de euros pelo seu passe, na esperança de recuperar a sua melhor versão, mas o extremo nunca se conseguiu impor em Stamford Bridge, perdendo espaço na equipa em apenas duas épocas.
O declínio acentuou-se com a perda do lugar na seleção inglesa, pela qual soma 82 internacionalizações, 20 golos e 27 assistências. Seguiu-se um empréstimo ao Arsenal, onde o seu papel foi secundário, contribuindo apenas com cinco assistências em 28 jogos sob o comando de Mikel Arteta.
Após as passagens pelos clubes de Londres, o Feyenoord ofereceu-lhe uma nova oportunidade. No entanto, a sua estadia em Roterdão foi marcada por contratempos fora do relvado, incluindo um problema com a licença de trabalho que obrigou a equipa a treinar na Bélgica. A sua participação no clube neerlandês foi meramente simbólica, com apenas oito jogos disputados.
Agora, aos 31 anos, Raheem Sterling está novamente sem clube e enfrenta um verão de total incerteza, sem negociações ou rumores concretos sobre qual será o seu próximo destino.