Isaac Nader, 26 anos, conquistou a terceira medalha portuguesa nos 1500 metros. IMAGO
Isaac Nader, 26 anos, conquistou a terceira medalha portuguesa nos 1500 metros. IMAGO

Isaac Nader lamenta «erros que se pagam caro» na conquista da prata nos Mundiais

Uma diferença de 43 centésimos separou o algarvio do título de campeão do Mundo, que acabou nas mãos de um espanhol, e o benfiquista admitiu que a estratégia não foi a melhor

Isaac Nader conquistou a medalha de prata nos 1.500 metros dos Mundiais de atletismo em pista curta, mas lamentou os «dois ou três erros» que o impediram de alcançar o ouro. O atleta português terminou a prova atrás do espanhol Mariano García, com um tempo de 3.40,06 minutos.

Apesar de ter melhorado os quartos lugares obtidos nas duas edições anteriores, o campeão do mundo ao ar livre não ficou totalmente satisfeito com o resultado. O vencedor, Mariano García, completou a distância em 3.39,63 minutos, apenas 43 centésimos de segundo à frente do português.

«Acho que neste momento não é fácil ganhar-me, mas a minha estratégia não era, realmente, o que acabou por acontecer e, a este nível, há alguns erros, dois ou três, que se pagam caro no final», admitiu o atleta algarvio na zona mista da Arena Torun.

O benfiquista manteve-se na perseguição a García, campeão do mundo dos 800 metros em Belgrado2022, mas não conseguiu a ultrapassagem decisiva na reta final, ao contrário do que fez para conquistar o ouro ao ar livre em Tóquio2025. «Eu sabia que, se não entrasse à frente, provavelmente ia ter problemas», resumiu.

A corrida foi bastante disputada, com o australiano Adam Spencer a terminar no terceiro lugar, muito próximo de Nader, com a marca de 3.40,26 minutos.

O atleta português, que este ano bateu os recordes nacionais dos 800, 1.500 e 3.000 metros e detinha o melhor tempo da época entre os finalistas (3.32,44), confessou que ambicionava a vitória. «Eu sabia que quem entrasse à frente acabaria por ganhar. Não devia ter corrido atrás (...). Sabia que ia lutar por uma medalha, a menos que acontecesse um grande, grande erro, mas, lá está, eu vim para ganhar, não vim para fazer outra coisa», vincou.

Esta foi a segunda medalha para Portugal em Torun2026 e a 19.ª na história da competição, sendo a sexta de prata. Na distância de 1.500 metros, esta é a terceira medalha lusa em Mundiais de pista curta, juntando-se ao ouro de Rui Silva (Lisboa2001) e ao bronze de Mário Silva (Sevilha1991).

Com os olhos postos no futuro, Isaac Nader já delineou os próximos passos. «Agora, vou tentar dois meses o mais tranquilos possíveis para, depois competir durante o mês de junho, pouco, mas acertadamente, porque quero ir [aos Europeus ao ar livre] a Birmingham bem e disputar a final da Liga de Diamante e, para isso, é preciso qualificar-me», concluiu.