Farioli agradeceu apoio dos adeptos depois do empate com o Nottingham Forest - Foto: Rogério Ferreira/Kapta+
Farioli agradeceu apoio dos adeptos depois do empate com o Nottingham Forest - Foto: Rogério Ferreira/Kapta+

Injustiça no marcador, Martim Fernandes e assobios: tudo o que disse Farioli

Treinador do FC Porto analisa empate (1-1) na 1.ª mão dos quartos de final da Liga Europa, diante do Nottingham Forest

Francesco Farioli reagiu à igualdade (1-1) do FC Porto em casa frente ao Nottingham Forest, em duelo relativo à 1.ª mão dos quartos da UEFA Europa League, na sala de Imprensa do Dragão.

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Análise ao jogo

«Pelos números, por tudo, é muito claro que merecíamos ganhar e por mais de um golo de diferença. Mas depois, quando perdes tantas oportunidades e o instinto matador não está lá, perdes o prémio e a vitória que era muito merecida.»

Momento do autogolo de Martim Fernandes

«Não foi momento de pânico. Foi um erro, e a reação do estádio e dos colegas foi fantástica para o trazer de volta ao jogo. Depois lesionou-se numa situação infeliz. Dois eventos deste nível ao mesmo jogador, é normal que tens de te reajustar e voltar ao jogo. Tivemos boas oportunidades e não concedemos quase nenhuma. Houve momentos em que podíamos ter feito melhor, ser mais agressivos com bola, mas jogámos contra uma boa equipa, construída claramente para ganhar a Liga Europa. O FC Porto merecia a vitória.»

Estratégia

«É sempre difícil pressionar contra equipa que em oito de 10 bolas joga longo. Tivemos a intenção, jogamos curto para estar perto deles, para cortar passes e recuperar no meio-campo ofensivo. Tivemos duas ou três oportunidades claras às quais chegámos depois de 15 passes. Não foi uma exibição perfeita, mas foi suficiente para conseguir a vitória.»

Segunda mão dependente do resultado na Amoreira

«Falei com Vítor Pereira há minutos, ele a jogar o seu papel, a dizer que vamos ver na segunda mão... Aqui todos querem ganhar, não podemos cair na armadilha do jogo psicológico. Quando lá formos, vamos enfrentar uma equipa que se vai querer qualificar. Mudaram muitos jogadores, nós também, temos boa equipa que nos permite dar minutos a todos. Mas não nos podemos esquecer que gastaram 150 milhões no último mercado, têm jogadores que podem fazer grandes performances. Estes comentários não me impactam, vamos preparar o jogo da mesma forma, vamos tentar qualificar-nos e ir o mais longe possível nesta prova.»

É possível vencer em Inglaterra

«A análise do Vítor foi justa, mas em Nottingham será diferente. Jogam em casa, terão abordagem diferente. Vai ser diferente. Temos de calcular bem o que pode ser, preparar-nos bem. Vamos recuperar alguns jogadores importantes, dar oportunidade de jogarem noutro sistema. Muita coisa vai ser diferente daqui a sete dias.»

Desilusão dos adeptos

«Os adeptos esperavam outro resultado, nós e os jogadores também, e merecíamos outro resultado. Tendo cinco ou seis oportunidades claras que te podiam levar dois ou 3-0 ao intervalo, podia ser um jogo diferente. Mas não podemos voltar atrás. Os adeptos foram fantásticos o jogo todo e a época toda. Viu-se a reação no autogolo do Martim, não é tão comum.»

Assobios e intranquilidade

«Quando estás de fora e vês este nível de oportunidades, é normal que a frustração aumente. Não é normal gerar tanto e não conceder nada. Criámos muitas na área, na pequena área. É normal que os adeptos queiram ver a bola na rede. Pode haver sentimento de infelicidade. Por outro lado a época é longa para todos, para nós, para os adeptos. Estamos a aproximar-nos do fim da época, o peso da bola e dos resultados é diferente. É aqui onde a mente fria e controlo emocional fazem a diferença. Os jogadores são os que têm que entregar em campo, mas é uma necessidade transversal a todos do clube e adeptos. Na ambição temos o desejo de ir atrás de tudo. Temos possibilidade de desempenhar papel-chave nas três provas, mas por outro lado, tem de ser com a mentalidade e humildade que tem sido a nossa maior força desde o início da época. Se pudermos ter um bom balanço, teremos bons momentos para ter em mente. Fizemos isso por muitas semanas e sobretudo temos de fazê-lo nas cinco semanas que faltam.»