Harry Kane marcou dois dos quatro golos de Inglaterra e, durante o primeiro tempo, foi a grande figura do ataque, não só a finalizar mas também a criar - Foto: IMAGO

Inglaterra ganha com segunda parte de candidata

Seleção inglesa derrotou a Croácia por 4-2. Depois de primeira parte pouco inspirada (excepto para Harry Kane...), equipa dos três leões entrou de forma avassaladora no segundo tempo e só não marcou mais porque Livakovic brilhou entre os postes

A cidade de Dallas, no estado norte-americano do Texas, assistiu esta quarta-feira ao duelo entre Inglaterra e Croácia, que abriu o grupo L e que terminou com a confirmação de que os três leões, que venceram por 4-2, têm todas as armas para lutarem por aquilo que desejam: erguer o título mundial pela primeira vez em 60 anos.

A seleção croata, medalhista de bronze em 2022 e de prata em 2018, entrou com vontade de pressionar, mas cedo começou a dar mais espaço à Inglaterra. Aos 10', Madueke foi derrubado na área por Modric e Harry Kane assumiu a marcação do penálti. Livakovic defendeu o primeiro, mas havia saído da linha e, à segunda tentativa, o avançado do Bayern não desperdiçou.

Ninguém merecia menos do que Kane que o resultado ao intervalo fosse o empate. A Inglaterra mostrou alguns problemas em finalizar no primeiro tempo, mas em grande parte dos lances de perigo esteve o capitão. Isolou Madueke com um passe para a profundidade, rodou para oferecer a progressão a Bellingham, que o médio não aproveitou, e, de cabeça, tratou de fazer, com um gesto exímio, o segundo golo dos ingleses.

Por essa altura, porém, já a Croácia tinha marcado. Surgiu contra a corrente do jogo o 1-1, após uma recuperação rápida. Baturina combinou com Sucic e, com um belo disparo à entrada da área, fez o 1-1, aos 36'. Já depois de sofrerem o 1-2, os croatas cresceram e, no melhor período que tiveram no encontro, chegaram a nova igualdade, graças a finalização de Petar Musa, que não conteve as lágrimas.

A Inglaterra havia sido ligeiramente superior no primeiro tempo, mas não se pode dizer que não havia algum realismo neste empate, tendo em conta não só a dificuldade em rematar à baliza como a eficácia dos croatas. O mesmo não se pode dizer do que aconteceu na primeira metade do segundo tempo. Logo a abrir, Jude Bellingham correu pela direita e, com um remate colocadíssimo, fez o 3-2.

Seguiu-se um festival de futebol ofensivo, com muitas aproximações e finalizações, as que tinham faltado no primeiro tempo, que só não entraram porque Livakovic, guarda-redes croata, tratou de assinar uma exibição de grande categoria. Impediu o hat trick de Kane (57'), o primeiro de Spence (82') e, aos 56', fez uma tripla intervenção para evitar a festa de O'Reilly, Gordon e Konsa.

A Croácia voltou a crescer e a ter mais bola, mas pouco perigo real criou, com destaque para um bom disparo de Pasalic defendido por Gordon (76'), mas os ingleses trataram de resolver no contra-ataque. Saka encontrou Rashford, que simulou sobre o defesa e, perante Livakovic, não deu hipóteses.

A eficácia croata no primeiro tempo podia fazer prever um resultado diferente, mas a Inglaterra soube fazer correções, entrou na segunda parte de forma dominante e mostrou ser superior não só quando teve mais bola, mas também quando pôde acabar com as dúvidas. Já se sabia da presença da qualidade individual e, a nível coletivo, ficou ontem provado, frente a um adversário difícil e credenciado, que é candidata a lutar por tudo.

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