Paulo Fonseca foi expulso e consequentemente suspenso de jogos em França por nove meses
Paulo Fonseca foi expulso e consequentemente suspenso de jogos em França por nove meses - Foto: IMAGO

«Inédito»: Paulo Fonseca esteve suspenso nove meses por encostar a cabeça a um árbitro

Passagem do treinador pelo Lyon ficou marcada pelo castigo pesadíssimo após um incidente no jogo com o Brest, em março do ano passado

A passagem de Paulo Fonseca pelo Lyon, que pode chegar ao fim nos próximos dias, ficou marcada pela longa suspensão entre março de 2025 e 30 de novembro do ano passado. O treinador, recorde-se, foi punido severamente após um incidente no jogo entre os gones e o Brest, no qual confrontou e encostou a cabeça ao árbitro Benoît Millot.

O castigo incluiu ainda uma interdição adicional que se estendeu até setembro: o português, que está muito perto de ser tornar o novo técnico do Sporting, esteve impedido de aceder ao balneário da sua equipa, ao túnel de acesso ao relvado e às áreas circundantes antes, durante e após as partidas. O cenário levou, na altura, os meios de comunicação em França a classificar a decisão como «medidas restritivas inéditas».

A par da sanção federativa, Paulo Fonseca foi igualmente alvo de um processo interno por parte do Lyon.

Na origem do gesto do técnico esteve a deslocação do juiz ao monitor do VAR para avaliar uma possível grande penalidade contra o Lyon — que acabou por não ser marcada. Fonseca protestou de forma veemente, viu o cartão vermelho e acabou por confrontar o juiz cara a cara.

«Não merecia aquele castigo»

Em fevereiro deste ano, o treinador de 53 anos abordou o assunto em entrevista ao The Athletic, considerando que a pena foi excessiva.

«Foi um momento difícil. Não merecia aquele castigo, e penso que toda a gente concorda. Não toquei em ninguém, nunca tive essa intenção. Apenas gritei na cara do árbitro, como acontece todas as semanas, em todo o lado, em todos os países», defendeu.

Apesar de considerar a punição injusta, Paulo Fonseca disse ter encarado o sucedido como uma lição. «É passado e não quero pensar mais nisso. Não podemos lutar contra certas coisas e temos de aprender a ser talvez mais equilibrados em certos momentos do jogo, e estou a tentar fazê-lo», explicou.

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