Adeptos do Independiente Medellin na partida contra o Flamengo, na Libertadores
Adeptos do Independiente Medellin na partida contra o Flamengo, na Libertadores - Foto: IMAGO

Pirotecnia e invasão: caos na Colômbia cancela jogo do Flamengo (vídeos)

Partida com o Independiente de Medellín, para a Libertadores, terminou ao fim de pouco mais de um minuto. Polícia com dificuldades em conter adeptos colombianos

O jogo da quarta jornada da fase de grupos da Libertadores entre o Independiente de Medellín e o Flamengo, treinado por Leonardo Jardim, foi interrompido e cancelado depois de as forças de segurança se mostrarem incapazes de conter os adeptos da casa, que espalharam o caos no Estádio Atanasio Girardot.

Apesar das reforçadas medidas de segurança, que incluíam até nove anéis de controlo, os adeptos conseguiram introduzir uma grande quantidade de material pirotécnico e provocar o caos total. O árbitro principal, Jesús Valenzuela, esperou mais de 90 minutos, para que a situação acalmasse, mas acabou por ser forçado a suspender o jogo em definitivo.

Protestos transformam-se em motins

A tensão já era palpável antes do início do encontro. Os adeptos da equipa da casa, insatisfeitos com a eliminação do playoff da liga colombiana, organizaram protestos contra a direção e os jogadores. Já durante o aquecimento, os futebolistas do Independiente Medellín foram recebidos com assobios e insultos vindos das bancadas.

A situação escalou logo após o início da partida. Os adeptos da bancada norte começaram a entoar cânticos — «que saiam todos» — e a atirar artefatos pirotécnicos para o relvado. Noutras zonas do estádio, houve tentativas de incendiar cadeiras, o que exigiu a intervenção dos bombeiros. Unidades especiais da polícia entraram nas bancadas para impedir a invasão de campo por parte de hooligans.

Logo no primeiro minuto, o árbitro Valenzuela enviou as equipas para os balneários. A delegação do Flamengo expressou de imediato preocupação com a segurança dos seus jogadores. Após quase uma hora, foi ordenada a evacuação do estádio através do sistema de som para que o jogo pudesse continuar sem público, mas essa tentativa saiu frustrada.

Quando um forte contingente policial tentou esvaziar a bancada norte, os adeptos agruparam-se, formando uma muralha humana impenetrável, continuando a cantar e a atirar tochas para o relvado e em direção à polícia. Perante o risco de uma debandada em massa e da escalada do conflito, as forças de segurança retiraram-se, entregando praticamente o controlo da bancada aos adeptos em causa.

Após mais de uma hora e meia de espera, a CONMEBOL confirmou oficialmente que o jogo não seria reatado por falta de garantias de segurança.

Aguarda-se agora que os órgãos disciplinares da federação sul-americana de futebol decidam o destino do encontro, sendo o desfecho mais provável a atribuição de uma vitória ao Flamengo na secretaria.

Note-se que o artigo 24.2 do Código Disciplinar da CONMEBOL prevê que, quando uma equipa é considerada «responsável pela suspensão definitiva, cancelamento ou abandono da partida», o adversário é declarado vencedor, com triunfo por 3-0.

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