Inbeom Hwang regressa à seleção e é arrastado para o centro da polémica
A lista de convocados da seleção da Coreia do Sul para os duelos de novembro com a Arábia Saudita e o Qatar, em Doha, fez estalar a polémica entre os adeptos. No centro da contestação está a reintegração do trio nascido em 1996, composto por Kim Min-jae, Hwang Hee-chan e o portista Inbeom Hwang, numa convocatória que inclui igualmente o capitão Son Heung-min e jovens como Lee Kang-in e Oh Se-hun.
Apesar do estatuto dos três internacionais, o ambiente em torno dos Guerreiros Taeguk é marcado por tensões fora das quatro linhas. As alegadas divisões no balneário e a existência de fações ligadas à chamada 'geração de 96' alimentam uma crise de confiança herdada do consulado de Hong Myung-bo, aponta a imprensa sul-coreana. As fugas de informação sobre atritos internos levaram o tema à comunicação social e a auditorias da Assembleia Nacional.
Confrontado com o assunto, o selecionador interino Robert Moreno optou por resguardar o grupo. O técnico revelou ter conversado longamente com os jogadores visados, com a Federação de Futebol da Coreia do Sul (KFA) e com o capitão, mas recusou divulgar pormenores. Invocando a «privacidade» e o «respeito», garantiu que os diferendos foram resolvidos pessoalmente e que os convocados estão empenhados em representar o país.
As explicações, porém, não travaram a contestação. Entre os adeptos, mantém-se a exigência de esclarecimentos sobre a resolução dos conflitos e a existência de eventuais pedidos de desculpa. A ausência de respostas públicas tem alimentado a especulação nas redes sociais.
O foco recai agora sobre Inbeom Hwang, Kim Min-jae e Hwang Hee-chan, a quem os críticos pedem que se dirijam aos adeptos, em declarações à imprensa, comunicados ou publicações nas plataformas digitais.
Moreno reiterou a intenção de fazer o povo «feliz» através dos resultados, mas, para os adeptos descontentes, a reconciliação exige mais do que rendimento em campo: exige transparência sobre as fraturas que marcaram o balneário.