Luis Suárez desperdiçou penálti aos 19 minutos do dérbi eterno de 19 de abril de 2026. Foto Sérgio Miguel Santos
Luis Suárez desperdiçou penálti aos 19 minutos do dérbi eterno de 19 de abril de 2026. Foto Sérgio Miguel Santos

IFAB esclareceu entradas na área em penáltis em 2024/2025

À luz da lei e das recomendações, não houve razão para repetir o penálti de Suárez no Sporting-Benfica de domingo

A entrada na área de Schjelderup quando Suárez bateu um penálti no Sporting-Benfica, no domingo, não é foco de polémica no setor da arbitragem, na medida em que a situação foi esclarecida há quase dois anos pelo International Board. O organismo que tutela as leis do futebol enviou a todas as federações, antes da época 2024/2025, um documento em que explica o espírito da lei e até exemplificou, sabe a A BOLA, com vários vídeos ilustrativos que têm sido utilizados em ações de formação.

De acordo com várias fontes ouvidas por A BOLA e uma comunicação reiterada na segunda-feira informalmente aos árbitros do quadro profissional pelo diretor técnico nacional de arbitragem, Duarte Gomes, a situação está prevista na lei e não implica a repetição do pontapé de grande penalidade, mesmo que o norueguês tenha tocado posteriormente na bola.

O ponto 2 da lei 14 ('O pontapé de penálti') refere-se à entrada na grande área antes de o penálti ser batido. No que respeita aos colegas do guarda-redes, diz a lei e reforça a respetiva explicação enviada às federações, só são penalizados se «a invasão tiver um claro impacto no executante; ou o jogador que invadiu a área joga a bola ou disputa-a com um adversário e evita que o adversário marque golo, tente marcar golo ou crie uma oportunidade de golo».

O ponto e vírgula no parágrafo anterior separa duas alíneas. Excluindo desde logo o impacto no executante, sobra a segunda alínea para o caso de Schjelderup. Ora, o jogador do Benfica de facto entrou na área e tocou a bola, mas não evitou que «o adversário marcasse golo, tentasse marcar golo ou criasse uma oportunidade de golo». Após a frase «joga a bola ou disputa-a com um adversário» vem a conjunção «e», que implica a acumulação das duas condições para que o penálti fosse repetido.

Foi este o entendimento do árbitro e do VAR do Sporting-Benfica de domingo, é este o entendimento comum entre os especialistas e, sabe A BOLA, entre as próprias estruturas da arbitragem nacional.