Ian Cathro: «Saímos de Alvalade zangados»
Ian Cathro, treinador do Estoril, em declarações na conferência de imprensa após a derrota com o Sporting, em Alvalade, em jogo da 24.ª jornada da Liga.
- O que falhou para não ter havido mais Estoril durante o jogo, como houve ali entre os 60 e os 70 minutos?
- Tivemos mais volume de jogo do que só 10 minutos. Olhando para o início do jogo, houve falta de agressividade e não conseguimos manter a organização do lado esquerdo, e com a defesa da profundidade. O Sporting tem grandes jogadores e sofremos com isso. Cometendo esses erros tão cedo, contra uma grande equipa, fica muito difícil.
- Na segunda parte a equipa melhorou.
- Na segunda parte, tentámos tapar os problemas, como o controlo na zona central, e aí produzimos um bom volume de jogo. Não há muitas equipas que fazem o que nós fizemos aqui durante os tais 10 minutos da 2.ª parte. Saímos daqui zangados e temos de melhorar. Também tenho de dizer que estamos a trabalhar com dois centrais disponíveis, o Gonçalo Costa sem ritmo de jogo, e o tempo de competição juntos não é muito. Isso é muito importante e é preciso sermos justos com a equipa. Vamos sair daqui e olhar para um 3-0 que é horrível, mas vamos continuar a trabalhar.
- Análise ao jogo
- Na primeira parte, não conseguimos ter a nossa agressividade a defender por fora. Tivemos muitas dificuldades na organização do nosso lado esquerdo. Sofremos golos que não podemos sofrer por erros no alinhamento quando temos que baixar. Por outro lado, quero ser justo com os jogadores, porque também é verdade que, neste momento, temos dois centrais disponíveis. Não quero ser injusto neste momento, mas nós criámos os nossos próprios problemas na primeira parte.
- Aquele reforçar do meio-campo para a segunda parte, com o Tsongui, permitiu ao Estoril começar a ter mais bola?
- Temos que olhar para a primeira parte e acho que há duas coisas que estavam a permitir muitas saídas e muitas transições ao Sporting: foi o controlo do Trincão nessa zona central e a nossa organização e agressividade nos posicionamentos no lado esquerdo. Tentámos fazer esses ajustes e acho que conseguimos melhorar, o que permitiu à equipa ir entrando cada vez mais no jogo. Mas também, se nós realmente queremos competir nestes jogos, quando criamos a oportunidades, temos que fazer golo. Então acho que não foi o nosso melhor dia nesse sentido. Também senti algumas situações da equipa de arbitragem em que acho que não foi o melhor dia deles também. Portanto, posso dizer que não foi o meu melhor dia, a primeira parte não foi o nosso melhor dia, mas também acho que não foi o melhor dia da equipa de arbitragem.
Há várias situações. Acho que ninguém vai passar duas horas na televisão a analisar situações, porque não estamos a falar de um golo que não foi golo ou um penálti que não foi penálti. Mas, por exemplo, a malta mais perto do jogo sabe que, quando há uma falta que permite uma transição, essas coisas têm um grande impacto no jogo. Nessas situações, às vezes, temos que dizer as coisas.