Guitane foi o elemento mais inconformado do emblema estorilista. Foto: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
Guitane foi o elemento mais inconformado do emblema estorilista. Foto: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Guitane tentou soltar-se das garras do leão (as notas do Estoril)

Num Estoril intermitente, o argelino destacou-se como o elemento mais inconformado e criativo. Assumiu o drible, procurou sempre jogar de frente e esteve nas melhores oportunidades dos canarinhos
A figura: Rafik Guitane (6)
Foi a principal figura estorilista em Alvalade. Sempre a procurar receber de frente para o jogo, assumiu o risco do drible e tentou desequilibrar sobretudo pelo corredor direito. Inconformado, pediu sempre bola e tentou acelerar o jogo da equipa, ainda que tenha pecado por vezes no último passe. Na segunda parte, esteve perto do golo, aos 62’, obrigando Rui Silva a uma defesa de grande nível.

Foi um Estoril intermitente que apresentou em Alvalade. Permeável na defesa durante largos minutos, melhorou no segundo tempo, mas acabou por não ter arte nem força para ferir o leão, voltando a claudicar nos instantes finais.

Joel Robles teve intervenções seguras em vários momentos, mas ficou a ideia de alguma hesitação no primeiro golo de Suárez. No segundo, nada podia fazer. Na defesa, Ricard Sánchez foi mais ala do que lateral, procurando profundidade sempre que possível e ainda trocou de flanco na segunda parte. No eixo, Ferro alternou entre bons cortes e um adormecimento fatal no segundo golo, tal como Bacher, que ficou ligado ao primeiro golo leonino, quando deixou Suárez escapar (talvez à espera de cobertura). Gonçalo Costa sentiu problemas nos duelos com Geny Catamo e saiu ao intervalo.

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No meio-campo, Orellana e Holsgrove não conseguiram pressionar com eficácia, permitindo demasiado espaço aos médios leoninos. João Carvalho tentou assumir a batuta, mas teve dificuldades em impor o seu ritmo e criatividade, ainda que tenha melhorado após o descanso, mais solto e interventivo.

Na frente, Begraoui procurou dinâmica, alternando flancos e trocando posições com Guitane, mas sem verdadeiro impacto. Marqués passou ao lado do jogo e saiu ao intervalo. Tsoungui entrou para dar músculo ao meio-campo, viu amarelo cedo, mas foi evitando o terceiro golo com alguns cortes decisivos. Pedro Carvalho trouxe energia à direita e dispôs de uma boa oportunidade aos 65’.

Notas dos jogadores do Estoril: