Leandro Silva, médio da Briosa, foi eleito o melhor jogador da Liga 3

Liga 3: Amarante e Académica dominam onze do ano, MVP… não surpreende

As duas equipas que subiram diretamente são as mais representadas na votação feita pelos capitães da competição

Com a decisão da última vaga na Liga agendada para sábado, decorreu nesta sexta-feira, na Cidade do Futebol, a cerimónia que encerra a época que valeu a subida do Amarante, campeão da Liga 3, e da Académica, segundo classificado, ao segundo escalão do futebol nacional.

A manhã serviu para premiar os melhores da competição, com a divulgação do onze ideal e dos vencedores dos galardões individuais, em ambas as situações, resultante da votação feita pelos capitães das 20 equipas que estiveram em prova.

Sem grandes surpresas, os dois primeiros classificados foram os mais representados na equipa ideal, ambos com quatro elementos. Os amarantinos representados pelo guarda-redes Martim Duarte, pelos defesas João Filipe e Tiago Ventura e pelo avançado Jordan Saint-Louis, enquanto os estudantes viram nomeados os defesas Edson Farias e Ricardo Teixeira, o médio Leandro Silva e o avançado Beni Souza.

Os médios Diogo Paulo e Diogo Leitão, ambos do Belenenses, e o avançado Stanley Ihenacho, do Mafra, completaram o onze de luxo da competição.

O MVP AINDA A PAGAR «DÍVIDAS»

No que diz respeito aos melhores da época, o jovem avançado nigeriano Ihenacho foi o melhor marcador da prova, com 14 golos que permitiram ao Mafra sonhar até última jornada com o apuramento, pelo menos, para o play-off de subida.

O atleta cumpriu a segunda época no clube ao qual chegou oriundo dos dinamarqueses do Midtjylland, e apesar de não ter estado presente na cerimónia, enviou um vídeo no qual assumiu o «orgulho» pelo percurso na prova.

Mas se a distinção do avançado já era conhecida, fruto dos números de Ihenacho, os restantes prémios individuais só foram conhecidos durante a cerimónia. Ainda assim, o prémio para melhor jogador da prova não terá surpreendido muita gente, tal a influência que o médio Leandro Silva teve no jogo e na subida da Académica, numa temporada que terminou com seis golos e 12 assistências.

Na hora de receber a distinção, porém, o capitão da briosa dividiu o mérito com os companheiros, voltando a sublinhar ainda sentir ter contas a ajustar por ter estado no plantel que, em 2015/16, quando o conjunto de Coimbra desceu da Liga.

«Estes prémios individuais representam a grande época que fizemos», atirou, reconhecendo ter vivido a melhor época da carreira. «Vim para ajudar a Académica porque sinto que estou em dívida com o clube, como já disse antes. Fico feliz por ter dado o meu contributo, sinto que fui importante e ajudei o clube, mas gosto muito de partilhar isto com os meus colegas e muito destes prémios também é deles».

Olhando para o futuro, o jogador formado no FC Porto revela que « só se o presidente quiser mandar embora» é que não voltará a vestir de preto na próxima época, para a qual o objetivo está traçado. «A Académica e a cidade estiveram um pouco distantes até esta época, agora queremos dar continuidade ao que fizemos, com passos firmes, sem entrar em grandes loucuras. A ideia é consolidar a Académica, para voltar em força quando chegar a altura», aponta.

O prémio de jogador revelação foi entregue a Tiago Ventura, que ganhou uma nova vida com a chegada de Alex ao clube, depois de um início de época irregular. «É um orgulho receber este prémio, que é sinal de que o meu trabalho e o da equipa estão a ser reconhecidos. Calhou de ainda ser novo e sobressair num coletivo muito bom que temos», brincou o ala de 23 anos, que contribuiu para o título de uma equipa que também considera… uma revelação.

«No início ninguém apostava em nós e diziam que nós éramos os outsiders, mas isso foi até à chegada do mister Alex, que nos entrou na cabeça e levou-nos a um patamar muito elevado», enalteceu, sobre o técnico que assumiu a equipa a meio de outubro, quando o Amarante era o penúltimo classificado da Série A.

O central Ricardo Teixeira, da Académica, foi eleito o 'jogador puro futebol', distinção que lhe valeu... uma reprimenda do treinador ainda na cerimónia. «Fiquei surpreendido com este prémio e o mister até já me deu aqui uma dura porque esta distinção é para o jogador com mais minutos e menos cartões, e não sei se é muito bom um defesa que não leva cartões», disse, sorridente, o defesa de 24 anos que revelou ter pouco em comum com a maior referência. «Por acaso é um jogador que levava muitos cartões: é o Pepe [risos]. Não somos muito parecidos», finalizou.

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