Hulk, antigo avançado do FC Porto - Foto: EPA
Hulk, antigo avançado do FC Porto - Foto: EPA

Hulk admite saída do Atlético Mineiro e aborda críticas do treinador

Hulk admitiu a possibilidade de deixar o Atlético Mineiro a meio do ano, ainda antes de terminar contrato, depois de referir que o seu ciclo no clube pode estar a chegar ao fim.

«Quem sabe, quando sair do Galo, pela conversa que tive com quem manda, eu possa sair no meio do ano, no fim do ano. Quem sabe, quando eu sair, eu fale realmente o que precisa de ser falado», desabafou o ex-jogador do FC Porto, depois da vitória sobre e Ceará para a Copa do Brasil.

O jogador confirmou que, apesar de os salários estarem em dia, existem outras questões financeiras por resolver com o clube. Hulk revelou ainda que, por respeito à instituição, optou por não expor publicamente os problemas que enfrentou em janeiro, altura em que a sua permanência foi alvo de polémica.

«Estamos bem. Estamos focados. Os salários estão em dia. Tenho pendências, mas não vou expor ninguém. Não fiz isso em janeiro, quando me atacaram imenso em cima de mentiras. Mesmo assim, mantive o respeito em nome da instituição. Tive oportunidade [de expor]», afirmou.

No início do ano, a relação entre Hulk e o Atlético-MG viveu um período conturbado. O jogador esteve perto de se transferir para o Fluminense, mas as negociações foram encerradas depois de o clube carioca não ter aceite uma das exigências do Galo.

Hulk reconheceu que as recentes críticas do treinador Eduardo Domínguez tiveram impacto no balneário, mas saiu em defesa do plantel. «O que o treinador disse, claro, foi pesado. Porém, não sei se foi o que o 'Barba' quis dizer. Falta de entrega não é. Se virmos o GPS, a nossa carga é boa e alta», explicou o avançado.

O camisola sete acrescentou que um dos problemas identificados é a forma como a equipa se movimenta em campo, admitindo que correm muito, mas de forma errada. «Há coisas a fazer melhor. Quando conversei com ele, vi que ele é um tipo que cobra bastante. No dia a dia, ele não tem questões de tratamento diferenciado. Trata toda a gente por igual. É correr melhor. Há jogos em que corremos muito mais e perdemos. Procurar acertar mais e perder menos», analisou.