Ricardo Horta, 28 anos, sétima época no SC Braga, 105 golos em 316 jogos oficiais, contrato agora válido até 2028. Um homem da casa que não esconde a satisfação por fazer parte da família arsenalista. O ‘Goat’ (Greatest Of All Times, o melhor de todos os tempos, na tradução de inglês para português, mas também sinónimo de cabra) por quem os adeptos torcem mas cuja imagem o próprio nela não se revê. «Prefiro o coletivo, o chamarem-me ‘goat’ é só uma curiosidade», diz o mais velho dos irmãos Horta em declarações às redes do clube minhoto.


«É um orgulho continuar em Braga. É uma vida que levo aqui e a renovação do contrato veio mostrar o reconhecimento do meu trabalho», assume na hora.  


«Estes foram os melhores anos da minha vida e da minha carreira desportiva. Passei, e continuo a passar, momentos bonitos neste clube. Espero que tudo possa ser ainda melhor», é o desejo do capitão nesta altura em que estende a ligação por mais duas épocas.


Alvo de polémica no início da Liga, perante a possibilidade de sair para o Benfica, Horta garante que nunca se sentiu perturbado pelos ecos dos notícias. «Não costumo seguir a comunicação social ou as redes sociais, que é onde essas coisas costumam ser mais discutidas. Concentro-me no trabalho, no treino, e em tentar evoluir», confessa, a propósito da falhada saída para a Luz.

«Passou essa fase do mercado de transferências e concentrei-me no Braga», insiste o atacante, que já tinha alcançado o recorde de máximo goleador na história do clube. Um momento único, vivido «com os amigos e a família na bancada», diante do Famalicão, no derradeiro jogo da época passada. «Confesso que houve alturas em que pensei que não seria possível, mas, entretanto, recuperei, fiz alguns golos e a meta voltou a ficar próxima. Jamais esquecerei esse dia», remata Ricardo Horta. 
 

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