Vozinha, guarda-redes de Cabo Verde
Vozinha, guarda-redes de Cabo Verde

Herói de Cabo Verde e a explosão da fama no Mundial 2026: «Sou uma pessoa abençoada»

Vozinha, guarda-redes de Cabo Verde, brilhou no empate histórico com Espanha e viu a popularidade crescer

A exibição de Vozinha no jogo de estreia de Cabo Verde em fases finais de Mundiais, diante da poderosa Espanha, catapultou o guarda-redes para uma fama inesperada. Aos 40 anos, sem clube após a saída do Chaves, e a disputar os seus «últimos cartuchos» pela seleção, o jogador foi decisivo para o resultado histórico e viu o seu número de seguidores no Instagram saltar de 50 mil para mais de 13 milhões.

Em entrevista à FIFA, o experiente guardião mostrou-se surpreendido com a dimensão do feito. «O que está a acontecer comigo é realmente algo extraordinário, é algo que vai muito além do futebol. O meu irmão, que é religioso, costuma dizer que Deus põe-nos sempre as dificuldades à frente e depois traz-nos coisas boas. E acho que sou uma pessoa abençoada», afirmou.

Vozinha sente-se «abençoado» em todos os sentidos: «Tudo o que sou, por tudo o que represento, à minha família, aos meus amigos, aos meus colegas, que representam Cabo Verde. E acho que Deus tinha isso guardado para mim.»

Durante o encontro com a Espanha, a seleção de Cabo Verde demonstrou uma enorme capacidade de sacrifício, com linhas baixas e entrega total. Quando a defesa foi superada, surgiu a figura de Vozinha, que se mostrou sempre seguro entre os postes, justificando a distinção de melhor jogador da partida.

«Isto é algo para o qual trabalhei toda a minha vida, à espera deste momento. E hoje, receber isto, conseguir ter a minha performance, a exibição que tive contra a Espanha e toda esta repercussão a nível mundial que eu nunca esperava, tenho só que agradecer ao Universo, a Deus e a todos», confessou o guarda-redes.

Depois do empate com a Espanha, Cabo Verde prepara-se agora para defrontar o Uruguai. Vozinha sublinhou o espírito da sua equipa: «Cabo Verde chegou ao Mundial como uma pequena seleção, de um pequeno país, mas é uma equipa que veio para competir, para lutar com garras, com unhas e dentes, para mostrar a resiliência, a força do povo cabo-verdiano. E eu, inserido nisso, acho que também sou a extensão de tudo isso.»

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