Henrique Rocha e Frederico Silva não conseguem igualar Jaime Faria em Wimbedon
Nono cabeça de série da qualificação, Henrique Rocha (122.º do ranking ATP) foi afastado na ronda inaugural da fase de apuramento de Wimbledon, ao ser derrotado pelo colombiano Nicolas Mejia (168.º) em três sets, com os parciais de 6-4, 6-7 (6/8) e 6-2 que prolongaram durante 2.38h.
Apesar de ter forçado um terceiro e decisivo parcial após vencer o segundo set no tie-break, o número três nacional, de 22 anos, revelou-se errático no serviço, cometendo 13 duplas-faltas. O portuense concretizou apenas dois dos oito pontos de break de que dispôs, enquanto Mejia, de 26 anos, foi mais eficaz, convertendo cinco oportunidades de quebra de serviço. O colombiano também se superiorizou nos winners, registando 29 contra 17 de Henrique.
Esta foi a terceira participação do português no Grand Slam londrino, mas, ao contrário das edições de 2024 e 2025, a sua caminhada terminou na estreia. Desta forma, Rocha não se junta ao compatriota Jaime Faria, que, igualmente esta segunda-feira, venceu o seu primeiro jogo na qualificação.
Ainda nos courts de Roehampton, onde decorre o apuramento, Frederico Silva (230.º) foi, pouco minutos mais tarde, afastado da ronda inaugural do qualifying pelo croata Matej Dodig (209.º) num confronto renhido que produziu os parciais de 6-3, 6-7 (0/7) e 6-7 (5/10).
Apesar de ter quebrado o serviço do adversário, dez anos mais novo, em quatro ocasiões e de ter salvo três dos seis pontos de break que enfrentou, o esforço do tenista de 31 anos não foi suficiente. A superioridade de Dodig manifestou-se no número de winners, com o croata a registar 47 contra os 34 do luso. Foi a quinta participação de Frederico Silva no evento sobre relva, mas a primeira desde 2023.
Francisca Jorge (189.ª do WTA), que terá pela frente a húngara Dalma Gaklfi (115.ª), 10.º cabeça de série do qualifying, é agora, juntamente com Jaime Faria, os únicos representantes nacionais que lutam por um lugar no quadro principal do torneio, onde já se encontram Nuno Borges (53.º), tanto em singulares como em pares, ao lado de Nicolas Barrientos, no qual Francisco Cabral e o austríaco Lucas Miedler também figuram.