Manifestação da CGTP
Manifestação da CGTP

A greve geral convocada pela CGTP para esta quarta-feira, 3 de junho, está a ter um impacto significativo em vários setores, com particular destaque para os transportes, mas também a educação e a saúde. A paralisação, que visa contestar as alterações à legislação laboral propostas pelo Governo, já se fazia sentir na noite anterior, especialmente na circulação de comboios e metro.

O Metro de Lisboa interrompeu a circulação às 23h00 de terça-feira, dia 2 de junho, e só a retomará às 06h30 de quinta-feira, dia 4. Num comunicado, a empresa informou que «não haverá circulação de comboios» durante todo o dia da greve, lamentando «os inconvenientes causados». A Carris informa, no seu site, que estão assegurados 12 percursos no âmbito dos serviços mínimos, nomeadamente, as carreiras 703, 708, 717, 726, 735, 736, 738, 751, 755, 758, 760 e 767.

O Metro do Porto anunciou que manterá em funcionamento, com frequências reduzidas, durante a greve geral, o tronco comum Senhora da Hora-Estádio do Dragão e, parcialmente, a linha Amarela.

Também a CP - Comboios de Portugal sentiu os efeitos da paralisação. Na véspera da greve geral, a empresa já tinha suprimido 235 dos 1061 comboios programados até às 19 horas. A CP divulgou uma lista de serviços mínimos para os comboios urbanos, regionais e de longo curso.

No setor da educação, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) antecipa um dia de perturbações. José Feliciano Costa, secretário-geral da Fenprof, afirmou à SIC que a greve «vai ter um impacto significativo nas escolas», prevendo o encerramento de estabelecimentos de ensino e «uma percentagem significativa, muito grande, da adesão dos professores». O responsável sindical adiantou que já há registo de escolas fechadas em localidades como Sintra, Coimbra, Olivais, Viseu, Castelo Branco e Barreiro.

José Feliciano Costa criticou ainda a decisão do ministro da Educação de não adiar as provas ModA - realizadas esta quarta-feira para o 6.º ano. «Ao não adiar as provas o que ele está a dizer é que de facto as provas não interessam, podem ser feitas noutro dia qualquer causando as perturbações que costumam causar nas escolas», lamentou.

No setor da saúde, médicos e enfermeiros esperam que apenas os serviços mínimos sejam assegurados durante o dia de protesto.

(em atualização)

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