Grande Prémio de Miami em risco por ameaça de trovada
O Grande Prémio de Miami, que marca o regresso da Fórmula 1 após uma pausa de cinco semanas no calendário e motivada pelos cancelamentos dos GP da Arábia Saudita e Bahrein devido à guerra no Médio Oriente, enfrenta uma séria ameaça meteorológica. A previsão de trovoadas para a tarde de domingo levanta a possibilidade de a corrida ser cancelada ou suspensa.
A expectativa é elevada, com Martin Brundle a descrever a corrida como «um dos maiores relançamentos da história da Fórmula 1», especialmente após terem sido feitos ajustes aos regulamentos desportivos de 2026.
Para além da curiosidade em ver as atualizações desenvolvidas pelas equipas durante a pausa, o tempo poderá ser um fator decisivo. As previsões meteorológicas indicam uma probabilidade de chuva de 30% para a hora do arranque, às 21h00 em Lisboa, mas essa probabilidade sobe para 60% durante a manhã, o que sugere que a pista poderá estar, no mínimo, húmida.
O maior motivo de preocupação, no entanto, é a previsão de trovoadas. O serviço Accuweather aponta para uma probabilidade de 35% de ocorrência de trovoadas durante a corrida, num cenário de temperaturas a rondar os 31ºC e elevada humidade.
A FIA tem um protocolo rigoroso para estas situações, como foi clarificado no Grande Prémio de Miami do ano passado, que enfrentou uma ameaça semelhante. Segundo as regras, a corrida seria suspensa caso um relâmpago atingisse o circuito ou as suas imediações. Todo o pessoal de pista seria instruído a abrigar-se em locais seguros.
O procedimento em caso de suspensão é claro: «No caso de um relâmpago ameaçar a corrida, todos os carros devem regressar à via das boxes e parar na via rápida. As equipas serão então informadas, através do sistema de mensagens oficial, de que os carros devem ser empurrados da via rápida e devolvidos às suas garagens, onde as portas devem permanecer abertas até nova instrução.»
A corrida só seria retomada após o diretor de corrida considerar que as condições de segurança estão garantidas. A ordem de recomeço seria publicada com, pelo menos, 18 minutos de antecedência, estando sujeita a alterações caso ocorram novos relâmpagos. No ano passado, o evento acabou por decorrer sem incidentes, mas a ameaça para este fim de semana mantém-se real.