Ruben Amorim é o treinador de Gonçalo Ramos no Milan
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Gonçalo Ramos recorda episódio com Amorim em Portugal e abre o livro

Avançado português concedeu uma longa entrevista ao Milan e lembrou um bis que fez pelo Benfica ao Sporting do seu atual treinador, mas também falou da vida pessoal

Apesar de contar com apenas um golo esta época pelo Milan, o trabalho de Gonçalo Ramos para a equipa tem sido destacado. Numa longa entrevista aos canais oficiais do clube italiano, o avançado português revelou um pouco mais sobre a sua vida fora dos relvados, desde as suas origens no Algarve a um episódio curioso com Ruben Amorim, o seu novo treinador.

«Conheci pela primeira vez os adeptos do Milan em Jacarta, onde temos muitos apoiantes. Foi incrível porque estávamos do outro lado do mundo e conseguíamos sentir claramente o apoio deles. Percebe-se o quão grande é o Milan e o quão fantásticos são os nossos adeptos, que nos dão força e apoio em todos os jogos. Gosto de sentir esse apoio. Nos momentos cruciais, pode ser de grande ajuda», começou por dizer, recordando a história com Amorim, em que fez um bis ao seu Sporting no Benfica (2-2 na Luz a 15 de janeiro).

«Quando era muito pequeno, ninguém podia falar comigo depois de uma derrota. Quando ganho, sou ainda pior, quando ganho, enlouqueço literalmente. Lembro-me de quando empatámos 2-2 contra o Sporting e marquei dois golos contra o treinador Amorim. Fiquei muito feliz, mas não falei com o treinador, apenas com membros da sua equipa técnica, o Carlos e o Vital. O Amorim já me conhecia na altura e eu já tinha disputado muitos jogos pelo Benfica. Foi bom e ele teve a oportunidade de me conhecer melhor», contou, sorridente, puxando atrás a cassete.

«Jogo futebol desde que me lembro. Oficialmente, a minha primeira equipa foi o Olhanense, quando tinha 4 anos. Comecei a jogar com crianças de 5-6 anos. Era o mais novo porque não tinham uma equipa para mim, eu só queria jogar. Esta é a minha primeira memória», admitiu, continuando a falar da vida pessoal, mais concretamente da família.

«Estão sempre a tentar ajudar-me e a ensinar-me coisas novas. Passo muito tempo com o meu avô, mas não conheço muito bem a sua carreira como futebolista. O meu pai ainda hoje me ajuda: ele jogou e compreende melhor do que as outras pessoas o que significa jogar e fazer certas coisas em campo. Ele é o primeiro a exigir mais de mim e o primeiro a dizer-me a verdade. Ele incentiva-me sempre a subir de nível. Sem a minha mulher e o meu filho, tudo seria mais difícil. Só quero dizer que os amo imenso. O meu filho é como a mãe, gosta de falar, eu sou mais reservado», admitiu.

Questionado se já fala italiano, Ramos negou. «Conheço algumas palavras como olá, amanhã, avançado, futebol e compreendo quase tudo», explicou, revelando uma fobia. «Todos deviam visitar Portugal e o Algarve, porque são lugares especiais. Adoro ver o mar e estar perto dele, nasci e cresci lá, mas não gosto muito de nadar no mar porque tenho medo. Adoro a praia e respirar o ar do mar», disse.

O português foi desafiado a falar sobre mais detalhes pessoais, no final da entrevista, e abriu o livro. «Prefiro viver no centro das cidades porque, quando não treinamos, se quiser, tenho algo para fazer. Ouço muito rap português, mas depende do meu humor. Ouço música brasileira, francesa, o Drake. Um pouco de tudo.»

«Adoro jogar basquetebol e gosto de ver a NBA e os Philadelphia 76ers. Agora até contrataram o LeBron James. O meu piloto favorito é o Hamilton. Séries de TV? Peaky Blinders. Filmes? O Planeta dos Macacos. Um dos meus pratos preferidos é a massa à carbonara», concluiu.

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