Gonçalo Feio pediu apoio dos adeptos no jogo deste domingo em Rio Maior (foto CD Tondela)
Gonçalo Feio pediu apoio dos adeptos no jogo deste domingo em Rio Maior (foto CD Tondela)

Gonçalo Feio sem «desculpas» no Tondela: «Lutar pelos três pontos e fazer jogo completo»

Empate em Alvalade deu alento, mas técnico não quer quebras na intensidade; a salvação na Liga passa por aí e já na final deste domingo em Rio Maior com o Casa Pia

O Tondela surpreendeu o País futebolístico na jornada passada, em Alvalade, ao mostrar sinal STOP ao Sporting com dois golos de rajada praticamente ao cair do pano que selaram ponto precioso para a turma orientada por Gonçalo Feio. Mas isso já ficou no passado e este domingo há final para ganhar em Rio Maior, frente ao Casa Pia. Só a vitória interessa aos beirões para continuarem a alimentar esperança na manutenção no principal escalão do futebol nacional.

«Para já, Alvalade já é passado porque não dá pontos para amanhã [este domingo]. É o que nós precisamos, dos três pontos. Agora, o que fizemos tem valor. Se formos capazes de dar continuidade... Obviamente que deu alento e crer tanto à equipa, como acredito que aos nossos adeptos, que conto que também estejam presentes em Rio Maior a acreditar connosco até ao fim, como têm acreditado», afirmou Gonçalo Feio este sábado, na projeção da partida, ciente do contexto.

«Vejo a equipa concentrada, com noção de quão importante é o jogo. Também não há que esconder, nem há que que usar aqui eufemismos. A realidade é a realidade, é nesta situação em que estamos», assumiu.

«Jogamos contra equipa [Casa Pia] que se calhar tem dois resultados lhe podem interessar [vitória e empate]. A nós só nos pode interessar um resultado. Temos que estar preparados para um jogo duro, de detalhe, para um jogo de carácter e jogar o jogo. Acho que a emoção tem que acabar no momento em que os jogadores se foquem nas suas funções e no seu papel com a equipa. Obviamente, saber fazer o seu papel na equipa sem a intensidade certa não vale nada. Ter muita intensidade vale mais, mas essa intensidade física tem que ser também ligada à intensidade tática e ao fazer as coisas a uma máxima intensidade, mas as coisas certas», avaliou, sem se desculpar com a intensidade do calendário.

«Disse logo a seguir a Alvalade e volto a repetir: se tivesse a escolha de passar todas as temporadas da minha carreira a jogar de três em três dias, era o que queria fazer. Já vivi isso e acho que é o melhor que pode acontecer a um treinador, a um jogador, aos adeptos, porque significa que estamos em muitas competições e estamos muito bem nelas. Acho que sim, há um período crítico ou OK a nível da recuperação, quando só há dois dias de paragem entre um jogo e outro. Neste caso, hoje é o terceiro dia. Obviamente, temos viagens pelo meio, mas acho que foi importante ficar em Lisboa, não chegar a meio da noite após o jogo em Alvalade, mas ter uma noite boa de descanso, um treino, uma recuperação no dia a seguir também. Hoje temos outra viagem pela frente, mas não me esconderia aí. É uma final, é um jogo em que temos que chegar bem. Mas não há desculpas, não há desculpas», apontou, rematando:

«Amanhã [este domingo] temos que lutar pelos três pontos, não temos que fazer um jogo perfeito porque não há jogos perfeitos, mas temos que fazer um jogo completo e temos que ser uma equipa completa, sem nos esconder e sem arranjar desculpas em nada.»

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