Lacximicant saltou do banco para dar o empate ao Estoril no reduto do Alverca — Foto: Miguel A. Lopes/LUSA
Lacximicant saltou do banco para dar o empate ao Estoril no reduto do Alverca — Foto: Miguel A. Lopes/LUSA

Gonçalo deu tudo a André e assim... não Costa tanto (crónica)

Ala fez assistência perfeita para o golo do avançado. Dupla fez 'estragos' apenas um minuto e meio depois de ter entrado. Ribatejanos também fizeram por mais

Os ribatejanos não conseguiram oferecer a vitória aos adeptos no último jogo em casa da época, os estorilistas não conseguiram voltar aos triunfos como tanto desejavam.

Ainda que a negação esteja bem presente neste início de texto, a verdade é que o jogo foi tudo menos... negativo. Pelo contrário. Porque este duelo da 33.ª e penúltima jornada do campeonato foi extremamente interessante, teve golos — três, até, ainda que um tenha sido (bem) anulado — e outras oportunidades de parte a parte. E como tudo poderia ter acontecido até final, com o resultado em aberto e a poder cair para qualquer um dos lados, dizíamos (e reforçamos) que ambos os contendores... não conseguiram. Mas mereciam mais. Não sendo possível vencerem os dois, mais injusto mesmo era que alguém saísse derrotado. Ficaram, então, como que... meios sorrisos.

Quando Figueiredo inaugurou o marcador logo aos 12 minutos — que belo passe de Nabili Touaizi (muita atenção a este lateral/ala marroquino, de 25 anos...) —, percebeu-se que o embate tinha tudo para ser aberto e para ir ao encontro dos anseios dos adeptos — saliência para a excelente atitude da estrutura do Alverca, que, a meio da primeira parte, e quando a chuva começou a cair com mais intensidade, convidou, através do sistema sonoro do estádio, os adeptos do Estoril a deslocarem-se para uma bancada coberta. Aplauda-se, pois então.

Por entre as várias chegadas com perigo às duas balizas, destaque para o bis... anulado a Figueiredo: excelente gesto técnico do brasileiro, a picar a bola sobre Joel Robles, após passe açucarado de Nabili Touaizi, mas o 20 dos alverquenses estava em posição de fora de jogo e o golo foi, naturalmente, invalidado.

O Estoril também procurou ser feliz e João Carvalho (19') e Antef Tsoungui (39') deram o mote para o que Yanis Begraoui quase conseguiu: desvio do goleador marroquino ao poste, na sequência de um cruzamento de Ricard Sánchez, sendo que a bola bateu, depois, nas costas de Matheus Mendes e ficou a saltitar junto à linha de baliza. O empate ficou a milímetros (45+2').

Mas o emblema da Linha chegaria mesmo ao 1-1 logo após o intervalo. Ian Cathro lançara Gonçalo Costa e André Lacximicant e... jackpot. Assistência primorosa do ala esquerdo e remate certeiro do avançado. Assim não Costa nada, André. Foi golo totalmente português, mas com dedo e meio... escocês.

A partir daí, saiu reforçada a ideia de que o duelo tinha tudo para ter um (injusto) vencedor. Mas não mais houve arte e engenho para festejos. E, desta forma, (os tranquilos) Alverca e Estoril seguem lado a lado na tabela classificativa.

O melhor em campo: Gonçalo Costa (7)

Revitalizou o corredor esquerdo dos canarinhos... e toda a dinâmica ofensiva da equipa. Assim que tocou na bola, serviu André Lacximicant em bandeja de ouro. Envolveu-se em quase todos os lances de ataque e nunca deu sossego à defensiva contrária. Quis ter ainda mais destaque perto do fim, mas a bomba que soltou do meio da rua foi superiormente negada por Matheus Mendes (84').

A figura: Nabil Touaizi (7)

Com todo o respeito pelo Alverca — que teve o mérito de o recrutar ao Albacete, já depois de o marroquino ter passado por Atlético Madrid B e Espanhol, e cuja formação foi dividida por Manchester City e Valência —, já merece outros palcos. Incrível a resistência que apresenta ao logo de toda a partida, ao que junta rigor defensivo e astúcia ofensiva. Bela assistência para o golo de Figueiredo.

As notas dos jogadores do Alverca:

As notas dos jogadores do Estoril:

Custódio Castro (treinador do Alverca):

«Depois do golo, tivemos mais uma ou outra situação para voltar a marcar, mas depois não entrámos bem na segunda parte. Mas os jogadores foram competitivos e isso deixa-me muito feliz. O meu futuro? Não posso garantir nada...»

Ian Cathro (treinador do Estoril):

«Os golos dão sempre um sabor diferente e por isso é que se olha para as duas partes de forma diferente. Mas acho que o jogo não foi assim tão diferente, apesar de sentir, depois, a equipa mais competitiva. Isso ajudou-nos a criar mais situações.»

Notícia atualizada às 23h35

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