Golaços deixam Guardiola de mãos na cabeça e mais longe do título (crónica)
Que jogo de loucos no Etihad! O Man. City esteve em vantagem por duas vezes, mas o Nottingham Forest conseguiu responder a ambos os golos sofridos, com dois golaços, e arrecadou um ponto importante na luta pela permanência na Premier League (2-2).
Guardiola lançou o trio português a titular - Matheus Nunes na ala direita, embora tenha acabado a partida na esquerda, Rúben Dias em parceria com Guéhi na defesa e Bernardo Silva como capitão no meio-campo -, enquanto Vítor Pereira optou por mudar comparativamente com os outros jogos e alinhar com uma defesa a cinco.
A equipa da casa demorou a arrancar, permitindo algumas ocasiões de golo, mas também teve as suas na primeira parte e, em cima da meia-hora de jogo, Semenyo, que já tinha dado a vitória aos citizens em Leeds (1-0), abriu as contas em Manchester. Excelente cruzamento de Cherki a desbloquear a linha de cinco do adversário e igualmente boa a finalização do ganês, que leva 7 golos em 12 jogos pelo seu novo clube, até agora.
No final da partida, o City podia ter chegado ao 2-0, justamente, mas Haaland desperdiçou duas boas ocasiões. No regresso ao relvado, Bernardo Silva entrou com tudo, driblou vários adversários e ia fazendo um dos golos da temporada, mas foi travado pela ponta das luvas de Sels.
Quem não marca... sofre. Poucos minutos depois, foi a vez de Gibbs-White se candidatar ao Puskás: recebeu a bola de Igor Jesus e, de costas para a baliza, fez golo de calcanhar como pouco se viu, deixando Rúben Dias e Donnarumma completamente sem reação. A bola ainda passou pelas pernas do português.
O problema para Vítor Pereira é que a resposta surgiu de imediato e num canto. Numa altura em que as bolas paradas têm sido bastante critícadas em Inglaterra, com culpas para o Arsenal, Guardiola desvalorizou e falou em adaptação, sendo que voltou à vantagem precisamente num lance desses. Ait-Nouri encontrou Rodri no segundo poste e estava feito o 2-1.
Os visitados procuraram imediatamente recuperar a estabilidade ao jogo que faltava nesses minutos anteriores, mas, num momento de gênio de Anderson, chegou o 2-2. O médio inglês combinou com Hudson-Odoi aos 77 minutos e deixou Guardiola de mãos na cabeça com um pontapé fulminante.
Vítor Pereira tentou, portanto, fechar a baliza a sete chaves, embora ainda tenha tido uma grande oportunidade para ganhar aos 90', com Yates a cabecear para fora ao primeiro poste, após um canto batido pelo autor do último golo do jogo. Mas foi o Man. City quem teve tudo para somar mais três pontos no último lance da partida, mas Murrilo tirou o golo a Savinho, em cima da linha, após segundos de confusão na área, com um remate de Bernardo Silva a ser defendido por Sels. Final de loucos no Etihad e a terminar com sorriso dos visitantes.
Assim, complica-se a luta pelo título para o Manchester City, que viu o Arsenal a ganhar em Brighton por 1-0, com um frango de Verbruggen, a remate de longe de Saka. São 7 os pontos de distância, embora menos um jogo realizado para os citizens. Por outro lado, o Nottingham Forest continua fora da zona de despromoção, mas viu o West Ham, de NES, a igualar os seus 28 pontos ao bater o Fulham, de Marco Silva, também por 1-0.
Ao quarto duelo entre Guardiola e Vítor Pereira, o técnico português evitou a derrota pela primeira vez: já o tinha defrontado no FC Porto em 2011 - perdeu a Supertaça Europeia diante do Barcelona no Mónaco - e também duas vezes pelo Wolverhampton em 2025, uma na época passada e uma no início desta.
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